Polícias Civil e Militar abrem investigação parar apurar morte de mulher em ação policial
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso. A PM instaurou um inquérito militar parar apurar se ocorreram excessos durante a ação.

As Polícia Civil e Militar abriram investigações paralelas para apurar a morte de Thawanna Da Silva, de 32 anos, durante uma ação policial, na Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, nessa sexta-feira (3).As imagens das câmeras corporais serão analisadas e encaminhadas às autoridades responsáveis, assim como os laudos periciais. Os policiais que atuaram na ocorrência serão transferidos para funções administrativas até a conclusão das investigações, segundo nota das forças de segurança.
Os policiais e o marido de Thawanna, Luciano Gonçalves, têm versões bem diferentes sobre o que aconteceu durante a abordagem realizada por militares.
A versão do marido de Thawanna
O marido alega que os policiais quase atingiram o casal com a viatura que transitava em alta velocidade pela comunidade. Segundo ele, a esposa teria se irritado com a atitude e xingado os policiais, que pararam a viatura. Luciano diz que uma policial desceu do veículo e disparou contra Thawanna.
No boletim de ocorrência, ele diz que a esposa sofria de crise de ansiedade e não faz nenhuma menção que ela tenha agredido a policial. Luciano reclama da demora para socorrer a esposa, que ficou caída na rua. Posteriormente, ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Tiradentes.
PM alega descontrole do casal e policial foi agredida
A Polícia Militar tem uma outra versão e diz que Luciano e Thawanna apresentavam comportamento alterado e pareciam estar discutindo no meio da rua. Os militares alegam que Luciano bateu o braço no retrovisor da viatura que fazia patrulhamento, o que fez com que os PM's parassem o veículo.
Durante a abordagem, na versão da PM, o casal com sinal de embriaguez teria se negado a cumprir ordens dos militares. A PM alega que Thawanna partiu pra cima de uma policial feminina, que tentou se afastar e fugir dos tapas que eram desferidos contra ela. Em um dado momento, os policiais alegam que Thawanna teria dado um tapa no rosto da policial, que reagiu e a baleou.
A Itatiaia teve acesso a imagens que mostram Thawanna da Silva agonizando no chão após ser baleada. Sobre essa situação e a alegação de demora no socorro por parte do marido da mulher, os militares dizem que solicitaram o serviço de resgate por diversas vezes.
Morte de Thawanna gerou revolta e protesto de moradores
Os moradores fizeram barricadas com entulho, bloquearam ruas e atearam fogo em pedaços de madeira e pneus em ao menos cinco pontos da comunidade. Segundo a PM, os populares pararam um ônibus e tentaram incendiar o veículo durante a manifestação. Em alguns momentos, os moradores entraram em confronto com os policiais.
Para controlar a situação, mais de cem militares foram mobilizados, incluindo o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Baep). A PM divulgou comunicados para veículos de imprensa e pediu que os moradores evitassem circular nas ruas durante a operação dos batalhões especializados. Os Bombeiros também foram acionados para conter as chamas provocadas pelos moradores.
As forças de segurança não divulgaram informações sobre feridos durante o confronto.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.
