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Caso Gritzbach: MP pede condenação de policiais civis por ligação com o PCC

Operação "Tacitus", realizada em dezembro de 2024, partiu do cruzamento de diversas investigações sobre a facção, inclusive do homicídio do empresário

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Antonio Vinícius Lopes Gritzbach deu primeira e única entrevista em fevereiro de 2024. • Reprodução | Record

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de sete policiais civis acusados de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e proteção a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), no âmbito da Operação Tacitus. Os agentes teriam sido delatados por Antonio Vinícius Lopes Gritzbach, assassinado no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024.

A Operação "Tacitus", realizada em dezembro de 2024 com apoio da Polícia Federal e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, partiu do cruzamento de diversas investigações sobre o PCC, inclusive do homicídio do empresário. A ação prendeu o delegado Fábio Baena e outros três policiais.

Baena foi um dos citados por Gritzbach na delação premiada ao MP. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigou os crimes de manipulação e vazamento de investigações policiais, venda de proteção a criminosos e corrupção dos agentes para beneficiar esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa.

Em fevereiro de 2025, o Gaeco denunciou 12 pessoas envolvidas no esquema, dentro da segunda acusação no âmbito da "Tacitus". Na época, o órgão apontou que Gritzbach "exerceu papel estruturante na construção e funcionamento de um sofisticado esquema financeiro ilícito".

Operação Tacitus

Sete pessoas foram presas em 17 de dezembro de 2024 durante a ação, entre eles um delegado e três policiais civis. Os agentes cumpriram mandados nas cidades de Bragança Paulista, Igaratá, Ubatuba e na capital.

A investigação revelou o modo complexo que os investigados se estruturaram para exigir propina e lavar dinheiro para suprir os interesses da organização criminosa.

Em nota, a defesa de Fábio Baena afirmou que ficou indignada e que a prisão não tinha necessidade. Leia abaixo:

"A defesa constituída do Delegado de polícia Dr. Fábio Baena Martin e do investigador Eduardo Monteiro, indignada, esclarece que a prisão hoje cumprida não possui necessidade, idoneidade e se constitui em arbitrariedade flagrante. Inadmissível no Brasil se banalizar o direito à liberdade, decretando-se prisão midiática, sem contemporaneidade, e o mais grave, por fatos que já foram investigados e arquivados pela Justiça, por recomendação do próprio Ministério Público. A palavra pueril de um mitômano, sem qualquer elemento novo de prova, não poderia jamais motivar medida tão excepcional, afrontando o status dignitatis e libertatis dos nossos constituídos. Esclareça-se também que ambos compareceram espontaneamente para serem ouvidos e jamais causaram qualquer embaraço às repetidas investigações. Ademais, a defesa denuncia o gravíssimo fato que não se deu o Direito e oportunidade ao Delegado Baena contatar seus advogados avisando de sua prisão e do cumprimento do mandado de busca, o que somente reforça a ilegalidade denunciada. A defesa está tomando todas as medidas para fazer cessar, imediatamente, a coação espúria constatada".

*Com informações de Rafael Saldanha, da CNN Brasil

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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