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Polícia Civil mira falsos médicos investigados por mortes em hospital de São Paulo

Segunda fase da ação apura cerca de 2 mil atendimentos realizados irregularmente em dois anos

Por, de São Paulo
Divulgação | Polícia Civil de SP

A Polícia Civil realizou, nesta terça-feira (26), a segunda fase da Operação Hipócrates, que mira um esquema de inclusão de falsos médicos em uma instituição privada de saúde na cidade de São Paulo.

São cumpridos sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária, além de outras duas medidas cautelares determinadas pela Justiça. As diligências ocorrem na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

De acordo com a investigação, dois homens se passavam por médicos em um hospital particular localizado na Zona Leste e teriam realizado cerca de 2 mil atendimentos ao longo de dois anos. O inquérito policial apontou ainda que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados.

As apurações também identificaram indícios de omissão e negligência por parte da unidade hospitalar. Por determinação judicial, a gestora operacional e o diretor clínico do hospital serão afastados de suas funções enquanto as investigações prosseguem.

“Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas. A investigação aponta uma atuação clandestina prolongada, com consequências gravíssimas para pacientes e indícios de falhas que vão além dos falsos médicos. Nosso trabalho agora é aprofundar a apuração para responsabilizar todos os envolvidos nesse esquema”, pontuou o delegado titular do 22° DP, Mariano de Araújo.

A operação, que segue em andamento, mobiliza 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães. Até o momento, um alvo foi localizado.

Primeira fase da operação

A primeira fase da Operação Hipócrates aconteceu em 16 de dezembro de 2025, quando os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em um hospital da Zona Leste.

A ação foi um desdobramento de um inquérito instaurado para apurar crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos. As investigações prosseguiram até que os alvos foram identificados.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.