Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli por não pagar multa
À Itatiaia, a defesa de Luan Araújo informou que entrou com pedido de habeas corpus alegando que ele“encontra-se em situação de hipossuficiência econômica comprovada”

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, condenado por difamar a ex-deputada Carla Zambelli em um texto publicado na internet.
O processo se refere a uma publicação em que Luan afirmou que a então parlamentar “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”. Na condenação, a Justiça impôs a Luan uma multa que não teria sido paga, o que motivou a determinação da prisão.
“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44, § 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, escreveu o magistrado na decisão.
Luan foi ameaçado pela deputada com uma arma na véspera do segundo turno da eleição de 2022. A condenação não tem relação com a perseguição em si. O pano de fundo é um texto escrito pelo jornalista após a confusão.
Luan Araújo escreveu sobre a confusão com a deputada e afirmou que ela mantém uma "seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades".
Em outro trecho, o jornalista afirma que Carla Zambelli é parte de uma "extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte". A publicação não está mais disponível. O texto foi removido por ordem judicial.
À Itatiaia, a defesa do jornalista informou que entrou com pedido de habeas corpus alegando que Luan “encontra-se em situação de hipossuficiência econômica comprovada”. Por conta disso, a prisão, de acordo com o advogado José Luiz de Oliveira Júnior, que o representa, configura-se em prisão por dívida, vedada pelo ordenamento jurídico.
Em 2025, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal por conta do episódio ocorrido na véspera das eleições. A decisão foi baseada em depoimentos da vítima e testemunhas, além de vídeos registrados no local.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



