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Jovem de 22 anos morre após 11 meses lutando contra sequelas de intoxicação por metanol

Guilherme Torres da Silva consumiu uma bebida adulterada em agosto de 2025 e teve a rotina de recuperação compartilhada pela família nas redes sociais.

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otos mostram Guilherme antes e depois da intoxicação na Grande São Paulo • Reprodução

Após quase dez meses lutando contra as sequelas provocadas pela ingestão de uma bebida adulterada com metanol, Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morreu no último domingo (14), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A trajetória do jovem era compartilhada pela família nas redes sociais, em uma espécie de "diário" que mostrava a rotina de tratamentos e a luta pela recuperação.

Segundo pessoas próximas, Guilherme estava internado desde a última quinta-feira (11) e não resistiu a complicações pulmonares. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (15).

A intoxicação ocorreu em agosto de 2025, após o jovem consumir uma dose de gim comprada em uma adega próxima de casa. Logo após ingerir a bebida, ele começou a apresentar sintomas como visão turva e mal-estar e foi levado ao hospital. Desde então, enfrentou diversas complicações de saúde e chegou a sofrer paradas cardíacas.

Nas redes sociais, familiares registraram momentos marcantes da recuperação, como sessões de fisioterapia, a alta hospitalar recebida sob aplausos da equipe médica e até o batismo nas águas, realizado em abril deste ano.

Antes da intoxicação, Guilherme trabalhava, sonhava em seguir carreira como cantor e era conhecido entre os amigos pela habilidade no futebol. Ele também era pai de uma criança de dois anos.

A família chegou a promover uma campanha de arrecadação para custear os cuidados e adaptar a residência às necessidades do jovem.

Casos de intoxicação por metanol

Pessoas morreram ao ingerir álcool envenenado com metanol • Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Pessoas morreram ao ingerir álcool envenenado com metanol • Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O caso de Guilherme se soma a outras vítimas de bebidas adulteradas com metanol em São Paulo. Rafael Anjos Martins, de 27 anos, morreu em novembro após permanecer 52 dias em coma. Já o motoboy Wesley Neves Pereira recebeu alta depois de 45 dias internado e ainda se recupera das sequelas.

De acordo com o boletim epidemiológico mais recente do governo paulista, divulgado na segunda-feira (15), foram confirmados 54 casos de intoxicação por metanol desde 2025, com 12 mortes. O levantamento ainda não contabilizava o falecimento de Guilherme.

Na manhã da última terça-feira (16), familiares publicaram uma nota de pesar nas redes sociais informando a morte do jovem.

A família também agradeceu o apoio recebido durante o período de tratamento e no sepultamento.

"Muito obrigado a todos que compareceram ao sepultamento e aos que nos ajudaram até aqui de todas as formas possíveis, com contribuições, doações e mensagens positivas ao longo de toda essa trajetória. Nosso luto será eterno, mas ficarão as boas lembranças", escreveu a família.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.