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Guarda que matou esposa durante festa de casamento era agressivo quando bebia, diz mãe

A mulher foi morta durante a própria festa de casamento na noite de sábado (9), em Campinas

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Reprodução/ Redes sociais

O Guarda Municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, preso em flagrante pelo feminicídio de Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, era violento quando bebia, conforme o relato da mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, de 49 anos.

Em entrevista ao g1, a mulher contou que já havia alertado a filha sobre agressões. No entanto, Nájylla optou por continuar com ele e se casar.

A mulher foi morta durante a própria festa de casamento na noite de sábado (9), em Campinas. Eles haviam se casado no cartório na manhã daquele dia.

Os três filhos da vítima, um adolescente de 15 e duas meninas de 12 e 8 anos, estavam na festa e presenciaram o crime. Eles são fruto de um outro relacionamento dela.

Rosilaine não estava na festa por ser uma pessoa com deficiência e soube do crime pela filha mais nova. "Não é fácil não, meu filho. Só Deus", disse ela, em uma entrevista por telefone.

Irmãos moram no Paraná

Os três irmãos de Nájylla moram no Paraná e chegariam em Campinas nesse domingo (10) para tratar sobre liberação do corpo e do velório.

Prisão preventiva decretada

Neste domingo (10), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou que a prisão em flagrante de Daniel foi convertida em preventiva. Com a decisão, ele permanecerá preso por tempo indeterminado enquanto aguarda o julgamento pelo crime de feminicídio. Daniel Barbosa Marinho integra a Guarda Municipal de Campinas desde 1998 e, atualmente, exercia funções internas em uma das bases operacionais da corporação.

Em nota, a Guarda Municipal de Campinas informou que o próprio agente acionou a corporação após o crime, sendo conduzido à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou o caso como feminicídio e violência doméstica.

"A Guarda Municipal lamenta profundamente o fato e reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de violência", diz o comunicado da corporação, que destacou que a Corregedoria acompanha o caso e vai instaurar procedimentos administrativos para apurar a conduta do agente.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.