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'Quero justiça!', diz filho de mulher morta por guarda no próprio casamento em SP

Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos foi morta a tiros na noite de sábado (9) pelo guarda municipal Daniel Barbosa Marinho

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'Quero justiça!' fiz filho de mulher morta por guarda no próprio casamento em SP
Foto de Nájylla, momentos antes do crime • Redes sociais

O filho mais velho de Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, morta pelo marido no próprio casamento, postou homenagens para mãe nas redes sociais e desabafou: "Quero justiça!". O jovem de 15 anos também publicou uma foto da mãe vestida de noiva, momentos antes do crime.

Nájylla foi morta a tiros pelo pelo guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, na noite de sábado (9), em Campinas (SP). A tragédia ocorreu poucas horas após a oficialização da união do casal.

Segundo informações da Polícia Civil, os três filhos de Nájylla — o adolescente de 15 anos e duas meninas de 12 e 8 anos, frutos de um relacionamento anterior — estavam na confraternização e testemunharam o momento em que o padrasto atacou a mãe.

Ainda segundo o registro policial, casal entrou em luta corporal e, em seguida, o guarda utilizou sua arma funcional para agredir a esposa e efetuar os disparos. Daniel chegou a fugir, mas, segundo testemunhas, retornou ao imóvel pouco tempo depois para atirar novamente contra a mulher, que já estava ferida. A vítima chegou a ser socorrida pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Prisão preventiva decretada

Neste domingo (10), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou que a prisão em flagrante de Daniel foi convertida em preventiva. Com a decisão, ele permanecerá preso por tempo indeterminado enquanto aguarda o julgamento pelo crime de feminicídio. Daniel Barbosa Marinho integra a Guarda Municipal de Campinas desde 1998 e, atualmente, exercia funções internas em uma das bases operacionais da corporação.

Em nota, a Guarda Municipal de Campinas informou que o próprio agente acionou a corporação após o crime, sendo conduzido à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou o caso como feminicídio e violência doméstica.

"A Guarda Municipal lamenta profundamente o fato e reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de violência", diz o comunicado da corporação, que destacou que a Corregedoria acompanha o caso e vai instaurar procedimentos administrativos para apurar a conduta do agente.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde