Grupo que movimentou R$ 2 bilhões com jogo do bicho é alvo de ação do MP em São Paulo
Suspeitos eram contratados por bicheiros fluminenses para lavar dinheiro em empresas paulistas; até o momento, seis integrantes do foram presos

Um grupo suspeito de lavar dinheiro e de movimentar cerca de R$ 2 bilhões para o jogo do bicho é alvo de mandados judiciais da Operação Conexão, deflagrada nesta quarta-feira (29) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Polícia Federal. Até o momento, seis integrantes da organização foram presos.
Segundo as investigações conduzidas pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), os suspeitos eram contratados por bicheiros do Rio de Janeiro para converter o montante arrecadado pela contravenção e manter a aparência lícita do dinheiro.
Eles atuavam na região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e utilizavam empresas do setor de construção civil para realizar o esquema.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de São José do Rio Preto (SP), Guapimirim (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS). As decisões foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto.
“A investigação também prossegue para identificar outras pessoas que possam ter sido usadas e beneficiadas desse esquema legal de lavar dinheiro, assim como também os grandes organizadores que mandavam esses recursos ilícitos para lavar dinheiro”, disse Alexandre Manoel Gonçalves, delegado da Polícia Federal.
Além das prisões e das buscas, a Justiça deferiu medidas cautelares patrimoniais que alcançam 18 pessoas físicas e jurídicas e compreendem o sequestro de bens e ativos, o bloqueio de valores em contas bancárias, a indisponibilidade de criptoativos e a constrição de veículos, até o teto de cerca de R$ 2 bilhões.
Entenda o esquema
Segundo a investigação, os suspeitos que atuavam no interior de São Paulo eram contratados por bicheiros cariocas para lavar o dinheiro relacionado à contravenção. A conversão era realizada por meio de máquinas de pagamento por cartão instaladas em bancas, além de contas de empresas de fachada e de saques fracionados em espécie.
Entre janeiro de 2019 e março de 2026, cerca de R$ 2 bilhões, entre créditos e débitos, teriam sido movimentados no esquema. Além disso, apenas em espécie, durante este período, os suspeitos teriam sacado ao menos R$ 100 milhões. Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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