Greve da CPTM em São Paulo chega ao fim após assembleia de ferroviários
Decisão veio após assembleia nesta quarta-feira (6) e aceitação da proposta do TRT; greve impactou a circulação de milhões de passageiros nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade

O Sindicato dos Ferroviários, que representa os trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em São Paulo, decidiu pelo fim da greve que afetava a circulação de trens na capital paulista. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (6), após assembleia, encerrando a paralisação iniciada à meia-noite de terça-feira (4). A paralisação levou o governo de São Paulo a acionar um plano de contingência para minimizar os impactos aos passageiros.
A greve afetou a circulação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade entre esta terça-feira (4) e esta quarta-feira (6). A greve levou à suspensão do rodízio de veículos na cidade de São Paulo, mostrando o grande impacto na rotina dos moradores.
"A decisão foi tomada de forma democrática pelos presentes à assembleia. A proposta de retorno ao trabalho e o aceite da proposta do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) recebeu cento e trinta e um votos favoráveis, enquanto vinte e seis trabalhadores votaram pela continuidade da greve", divulgou o sindicato em nota.
De acordo com o Sindicato, apesar de decidirem pelo retorno das atividades, os ferroviários ainda mantêm o estado de greve, acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações. Segundo o comunicado, a deliberação ocorre após o governo do estado apresentar uma proposta que contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão.
"Os ferroviários reafirmam que a mobilização sempre teve como objetivo a defesa dos empregos e a proteção dos direitos dos trabalhadores da CPTM, bem como a garantia de um transporte público de qualidade para a população", diz o comunicado.
Ainda de acordo com a associação, o Sindicato dos Ferroviários continuará vigilante e atuando em defesa da categoria, "não descartando a adoção de novas medidas caso os compromissos firmados não sejam efetivamente cumpridos".
Durante a tarde desta terça-feira (4), a CPTM iniciou a operação parcial da Linha 13-Jade entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart, enquanto a circulação nas Linhas 11-Coral e 12-Safira permaneceu parcial desde o início do dia. Mesmo após o primeiro dia, os trabalhadores chegaram a decidir pela continuidade da greve, o que indicava um cenário de incerteza.
Segundo a CPTM, no horário de pico da manhã, apenas 67% do efetivo operacional previsto estava em atividade, índice inferior ao mínimo determinado pelo TRT, que estabeleceu a circulação de 80% da operação nos horários de maior movimento e de 60% nos demais períodos. A operação permanece parcial nas Linhas 11-Coral e 12-Safira. A Linha 13-Jade opera em velocidade reduzida.
Nesta terça-feira (4), o governo afirmou que a greve foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM. Ainda em texto, eles afirmam que a paralisação acontece por decisão unilateral do sindicato. "Com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente", afirmou o governo.
Na quarta-feira (5), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) negou que haverá demissão de ferroviários da CPTM após a concessão das linhas 11, 12 e 13 à iniciativa privada.
De acordo com Tarcísio, o governo do estado está investindo na modernização do serviço de trens de São Paulo, e reforçou que realizará a manutenção do emprego dos ferroviários. "Na segunda-feira houve uma reunião aqui no Palácio dos Bandeirantes, onde o governo reafirmou o compromisso com a manutenção do emprego, mas isso não foi suficiente, porque o governo vê a captura dos sindicatos por grupos extremistas, grupos de extrema esquerda, é o desrespeito ao cidadão", declarou.
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