Incêndio em fábrica química mobiliza 100 bombeiros e deve atravessar a madrugada na Grande SP
Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Samu e voluntários atuam para controlar o fogo e impedir que as chamas se espalhem para empresas vizinhas

Um incêndio de grandes proporções em uma fábrica química de Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo, mobiliza uma força-tarefa de cerca de 100 bombeiros e deve atravessar a madrugada desta quarta-feira (5). As equipes atuam desde a tarde de terça (4) para conter as chamas, que atingiram uma área com tanques de produtos altamente inflamáveis.
Segundo o Corpo de Bombeiros, aproximadamente 40 viaturas participam da operação. Informações repassadas aos militares indicam que o complexo possui 24 tanques de solventes e que cerca de 2 milhões de litros de produtos químicos, como metanol, etanol e acetona, podem ter sido atingidos pelo fogo.
As explosões registradas desde o início da ocorrência ainda representam um risco para as equipes. Apesar disso, o Corpo de Bombeiros afirma que o perigo diminuiu em relação às primeiras horas da operação. O comandante Matheus Ferreira Lopes explicou que, ao chegar ao local, os bombeiros montaram três frentes de combate para impedir o avanço das chamas e proteger áreas vizinhas.
"Inicialmente, montamos três frentes de combate: duas onde o incêndio era mais intenso e uma para evitar a propagação do fogo. Com a chegada de mais recursos, conseguimos manter essas frentes funcionando continuamente. Hoje contamos com 40 viaturas, 95 bombeiros, equipes do Plano de Auxílio Mútuo do Alto Tietê, Defesa Civil, Samu, prefeituras da região e voluntários", afirmou.
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Operação deve continuar até o amanhecer
Mesmo com o controle de parte dos focos, os bombeiros afirmam que o trabalho está longe de terminar. Após a extinção das chamas, será necessário realizar o rescaldo para evitar que o incêndio volte. "A gente só deixa o local quando ele estiver completamente seguro. Nossa estimativa é avançar pela madrugada e concluir o trabalho entre o amanhecer e o decorrer desta quarta-feira, mas isso pode mudar conforme a evolução da ocorrência", disse o comandante.
Por causa da fumaça e do risco de novos incidentes, moradores da região continuam orientados a permanecer longe das residências próximas à fábrica.
Explosões ainda preocupam
O principal desafio da operação continua sendo a grande quantidade de líquidos inflamáveis armazenados no local. Segundo o comandante, embora o risco tenha diminuído, novas explosões ainda podem ocorrer.
"Quando você trabalha com líquidos inflamáveis confinados em tanques, sempre existe risco de explosão. Também tivemos a projeção de tambores de 200 litros a grandes alturas, o que exige atenção constante das equipes", explicou.
Os bombeiros conseguiram impedir que o fogo atingisse uma empresa de reciclagem vizinha. Funcionários da empresa, sob proteção das equipes, retiraram materiais inflamáveis do galpão mais próximo das chamas, reduzindo significativamente o risco de propagação.
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Incêndio lembra tragédia da Alemoa
Questionado sobre a comparação com o incêndio no terminal da Alemoa, em Santos, em 2015, o comandante afirmou que os cenários têm semelhanças por envolverem grandes volumes de líquidos inflamáveis, mas destacou que a operação atual é de menor proporção. "Lá havia um volume muito maior de produtos químicos e a operação durou vários dias. Aqui o cenário é parecido quanto ao tipo de material, mas a dimensão é menor", afirmou.
Causa ainda é desconhecida
O Corpo de Bombeiros informou que ainda não há informações sobre o que provocou o incêndio. Segundo o comandante, a corporação é responsável pelo combate às chamas e pela segurança da área, enquanto eventual investigação sobre as causas ficará a cargo da perícia, caso haja necessidade.
Ele destacou ainda que a empresa possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) dentro da validade. Apesar da intensidade das chamas e das explosões registradas ao longo da operação, ninguém ficou ferido.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



