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Desabamento de prédio de SP deixa seis mortos e revela obra irregular

Seis pessoas, incluindo uma mulher grávida e uma criança, morreram após o desabamento de um prédio em construção na Penha, zona Leste de São Paulo (SP)

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Prédio desaba em SP • Divulgação | Defesa Civil

Seis pessoas morreram após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa, na madrugada deste sábado (12), na rua Tequici, na Penha, zona Leste de São Paulo (SP). Até a manhã deste domingo (13), foram identificadas as vítimas: três mulheres, dois homens e uma criança.

A criança, que estava desaparecida entre os escombros, foi localizada por volta do meio-dia.

Além dos seis mortos, duas pessoas foram resgatadas com vida: um homem e uma criança, que foram levados ao Pronto Socorro do Tatuapé, na capital paulista.

Na madrugada de sábado (12), o Corpo de Bombeiros atuava no local com 22 viaturas, 70 homens e um cão de busca e salvamento. As equipes utilizavam maquinário pesado para movimentar peças de maior porte e garantir o acesso seguro às áreas de busca.

Prefeitura se posiciona

A prefeitura de São Paulo informou que o prédio em construção que desabou já havia sido alvo de uma ação judicial que solicitava a demolição de uma construção irregular no local, em 2021.

Segundo a administração municipal, a decisão judicial se deu após diversas ações fiscalizatórias da subprefeitura da Penha, que incluíram uma ordem de interdição e multas aplicadas, uma delas no valor de R$ 119 mil.

A prefeitura afirma que, diante do descumprimento reiterado das medidas por parte da construtora, uma liminar foi concedida pela Justiça, na época, determinando a paralisação das obras. O alvará solicitado em 2019 pelo responsável havia sido indeferido pelo município.

Já em 2022, um novo projeto para o local foi apresentado, e um alvará para execução da obra foi emitido em agosto de 2023. A condição era a demolição expressa da estrutura anterior.

Em fevereiro de 2024, uma vistoria foi realizada no local. O laudo, assinado por uma servidora da subprefeitura, afirmou que a demolição havia sido realizada, o que levou à extinção do processo judicial. A obra tinha Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova vigente.

Em nota, a prefeitura informou que a demolição exigida em 2021 para a construção do novo prédio não foi cumprida. Diante dos fatos, autoridades policiais investigam as responsabilidades. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) é responsável pela apuração da vistoria realizada em 2024.

Ainda neste sábado (12), a Defesa Civil vistoriou o local e interditou três residências no mesmo terreno vizinho à obra.

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