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Defesa de Deolane Bezerra se pronuncia após STJ negar novo pedido de liberdade

Influenciadora cumpre prisão preventiva após ser indiciada pela Polícia Civil sob a suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do PCC

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Deolane é suspeita de lavar dinheiro para o PCC
Deolane é suspeita de lavar dinheiro para o PCC • Reprodução/ Redes sociais

Os advogados da influenciadora Deolane Bezerra se pronunciaram na tarde desta terça-feira (9) após a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um novo pedido de liberdade.

Em nota, a defesa chamou a manutenção da prisão preventiva de "ilegal e desnecessária". "Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo", afirmou.

"A decisão do STJ se baseou apenas em aspectos formais da tramitação, sem qualquer análise de mérito. Acrescenta a defesa que continuará lutando pela liberdade de sua cliente, agora perante o Tribunal de Justiça de São Paulo", acrescentou.

Os ministros da 5ª Turma do STJ negaram o pedido de liberdade em uma decisão unânime e recomendaram "celeridade" ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) na análise do caso.

Investigada por ligação com o PCC

Deolane Bezerra, Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, e outros cinco investigados foram indiciados pela Polícia Civil do Estado de São Paulo por lavagem de dinheiro e organização criminosa em um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, Deolane teria utilizado sua projeção pública e influência nas redes sociais para conferir aparência de legalidade a recursos supostamente provenientes de atividades ilícitas da facção criminosa. Os investigadores apontam que essa atuação ocorreria, ao menos, desde 2022.

A influenciadora foi presa preventivamente em 21 de maio e está detida em uma penitenciária no interior de São Paulo.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).