Caso Gisele: PM retoma julgamento que pode expulsar tenente-coronel da corporação
Sessão está prevista para começar às 11h e será realizada por videoconferência; Geraldo Leite Rosa Neto é acusado de matar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves

O Conselho de Justificação da Polícia Militar de São Paulo retoma nesta quarta-feira (30) o processo administrativo que pode levar à expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves. Ela foi encontrada morta no apartamento onde o casal morava, no Centro de São Paulo, em 18 de fevereiro.
A sessão está prevista para começar às 11h e será realizada por videoconferência, conforme publicação no Diário Oficial do Estado. Geraldo Neto está preso desde 18 de março, no Presídio Romão Gomes, na Zona Norte da capital.
O oficial nega o crime e afirma que a mulher tirou a própria vida. Além da investigação sobre a morte de Gisele, o tenente-coronel também é acusado de intimidar policiais militares que atenderam a ocorrência e subordinadas que teriam sido chamadas para fazer a limpeza do imóvel.
Nesta quarta-feira (30), estão previstos os depoimentos das testemunhas indicadas pela defesa. O processo no Conselho de Justificação começou em abril e avalia se o oficial reúne condições morais e funcionais para continuar na corporação. Ao fim do procedimento, ele pode ser demitido.
Em maio, prestaram depoimento quatro policiais militares: três amigas de Gisele e um oficial que participou do atendimento da ocorrência no dia da morte. Entre as testemunhas estavam uma soldado, uma cabo, uma subtenente e um primeiro-tenente.
A atuação de Geraldo Neto no local do crime também foi registrada pelas câmeras corporais usadas pelos policiais militares que atenderam a ocorrência. Os equipamentos registraram o comportamento do oficial durante o atendimento.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



