Caso Gisele: Justiça mantém prisão preventiva de tenente-coronel em SP
Geraldo Leite Rosa Neto responde pela morte da esposa Gisele Alves Santana e por fraude processual em São Paulo; militar alega que é inocente e está preso injustamente

A defesa da família da soldado Gisele Alves Santana comunicou que a Justiça manteve a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa e fraude processual, nessa terça-feira (13).
Durante interrogatório de mais de oito horas, o réu declarou à Justiça que não é assassino e que segue preso injustamente há mais de 200 dias por um crime que não cometeu.
A defesa do tenente-coronel solicitou a revogação da prisão preventiva do homem. De acordo com a defesa da família de Gisele, o Ministério Público e a defesa da vítima foram contra o pedido.
O oficial foi preso preventivamente no dia 18 de março, um mês após a morte de Gisele Alves. Ele segue sob custódia no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na Zona Norte de São Paulo.
Réu por feminicídio e fraude processual
Geraldo Leite Rosa Neto responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Segundo a investigação, o tenente-coronel interferiu na cena do crime e no curso do caso.
Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.
Após o interrogatório de Neto, ocorrido no dia 5 de outubro, o oficial e a defesa da família de Gisele devem apresentar as alegações finais do caso. Finalizado esse processo, a juíza do caso avaliará os autos e decidirá se o caso será submetido ou não a júri popular.
O interrogatório
A CNN Brasil obteve acesso a íntegra do depoimento, prestado na última segunda-feira (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Na audiência, estiveram presentes representantes do Ministério Público, o advogado da família de Gisele e a defesa do oficial.
Ao longo do relato, Neto relembra o relacionamento com Gisele e afirma que, após o ocorrido, foi criada uma narrativa de que ele era um homem agressivo e violento com ela.
Segundo o oficial, ele está há 202 dias preso injustamente por um crime que não cometeu. "Eu não matei a minha esposa [...] E eu estou aqui, preso, sem ter feito isso", disse.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
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