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Polícia Civil investiga rede de escravidão sexual de adolescentes no Rio; entenda como eram os crimes

A investigação teve início em julho, após a prisão de um assessor parlamentar suspeito de estuprar uma adolescente de 16 anos em Icaraí, na zona Sul de Niterói, no Rio de Janeiro

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A categoria apoia o movimento dos policiais militares do estado, que há cinco dias deixaram de fazer o patrulhamento das ruas
Polícia Civil do Rio de Janeiro • Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Seis pessoas foram presas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (28) durante a operação NXIVM, que mira uma rede suspeita de escravizar sexualmente adolescentes e produzir vídeos de violência sexual contra menores. Os criminosos utilizavam as imagens para ameaçar e chantagear as vítimas em Niterói, São Gonçalo e Maricá, no Rio de Janeiro.

Os agentes da corporação buscam cumprir mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão nas cidades de Niterói, São Gonçalo e Maricá, no Rio de Janeiro.

A investigação teve início em julho, após a prisão de um assessor parlamentar suspeito de estuprar uma adolescente de 16 anos em Icaraí, na zona Sul de Niterói, no Rio de Janeiro. Na ocasião, policiais da 74ª DP (Alcântara) apreenderam notebooks e celulares na casa do investigado. A análise dos aparelhos e de imagens de câmeras de segurança permitiu aos agentes identificar outros suspeitos e aprofundar a apuração sobre o esquema.

Segundo a Polícia Civil, os integrantes do grupo se autodenominavam “senhores” e chamavam as vítimas de “escravas”. A rede é investigada pela produção de vídeos de exploração sexual, incluindo registros de casos de estupros coletivos e tortura.

De acordo com os investigadores, as imagens eram usadas para ameaçar as adolescentes com a divulgação do material e forçá-las a permanecer sob o controle dos suspeitos. O esquema também envolveria agressões físicas e psicológicas para submeter as vítimas a novos abusos. A Polícia Civil combate pedofilia e estupro virtual em todo o Brasil.

A denúncia que deu origem ao caso foi feita pela própria adolescente, que procurou a delegacia acompanhada dos pais. Com a operação desta quarta-feira, a polícia busca reunir novas provas, esclarecer a participação dos investigados e identificar outras possíveis vítimas. Casos de violência sexual e tortura contra menores têm sido pauta frequente da corporação.

A ação conta com o apoio de unidades do 4º DPA (Departamento de Polícia de Área) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

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