Estupro coletivo em Copacabana: quatro homens são condenados a 15 anos de prisão
Réus também deverão pagar indenização de 40 salários mínimos à vítima; menor apontado como mentor do crime foi internado compulsoriamente

A Justiça do Rio de Janeiro condenou a 15 anos de prisão em regime fechado os quatro homens envolvidos no estupro coletivo ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Foram condenados Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; e Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos.
Além da prisão, os réus deverão pagar, juntos, uma indenização por danos morais equivalente a 40 salários mínimos à vítima. Um menor envolvido no caso, apontado como mentor do crime, foi internado compulsoriamente.
Em sua decisão, o juiz João Zacharias de Sá rejeitou as teses da defesa, que alegou que houve relação sexual com o consentimento da vítima. O magistrado disse que considerou o depoimento da adolescente amparado por todos os elementos de prova, incluindo exames e lesões físicas encontradas no corpo dela.
O crime aconteceu em janeiro deste ano, dentro de um apartamento em Copacabana. Em depoimento, a adolescente contou que foi ao local após ser convidada por um menor de idade com quem já mantinha uma relação. No entanto, outros quatro homens entraram no quarto e passaram a violentar a vítima. Ela relatou ter sido agredida com socos, tapas e puxões de cabelo, além de ter sido impedida de sair do local.
Exames realizados no Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram as lesões. Na época, a polícia afirmou que a adolescente foi vítima de uma emboscada planejada e que o menor que a convidou foi apontado como a mente por trás do crime. Dois dos réus, Mattheus e Vitor, também foram acusados de cometer outros estupros após o caso vir à tona.
Dinâmica do crime e o "Modus Operandi"
O crime de 2023 ocorreu no interior de um imóvel residencial na Rua São Clemente, em Botafogo. De acordo com o relatório policial, o adolescente mais novo (então com 14 anos) foi o responsável por atrair a jovem ao local sob o pretexto de um encontro privado.
Uma vez dentro do quarto, a vítima foi coagida a permitir a entrada dos outros dois indivíduos: o rapaz de 17 anos (morador do apartamento) e o adulto, identificado como Gabriel Oliveira Palmieri. A adolescente relatou ter sofrido agressões físicas e abusos contínuos por cerca de uma hora e meia. O grupo ainda gravou o ato em vídeo e compartilhou as imagens com o intuito de humilhá-la.
A denúncia foi motivada pela própria mãe da vítima, que procurou as autoridades policiais para relatar os abusos do passado logo após o caso de Copacabana se tornar público na mídia. Para embasar o indiciamento, a polícia anexou registros médicos das lesões sofridas pela jovem na época e mensagens trocadas por telefones celulares.
Relembre o caso mais recente
O episódio aconteceu no dia 31 de janeiro desse ano, 2026. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), a vítima, uma adolescente de 17 anos, contou aos investigadores que recebeu uma mensagem enviada por um aluno da mesma escola em que estuda, com quem ela já se relacionou entre 2023 e 2024. No texto, ele a convidava para ir até o apartamento de um amigo.
No prédio, a adolescente foi conduzida até um quarto do apartamento, onde quatro homens e um menor de idade passaram a insistir que ela mantivesse relações sexuais com eles. Mesmo após a vítima recusar, os suspeitos teriam se despido e abusado da menina, cometendo violência física e psicológica.
A vítima relatou que levou tapas, socos e um chute na região abdominal e que tentou sair do quarto, mas foi impedida. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física como escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. A polícia aponta que o crime tenha sido uma emboscada planejada.
Os jovens que participaram do crime são: Vitor Simonin, de 18 anos, filho do subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Além dele, são investigados Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19, e João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos. O quinto suspeito é um adolescente de 17 anos e, por isso, não teve o nome divulgado. O menor responde por ato infracional análogo a estupro.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.




