Suspeito de estupro coletivo no RJ é filho de subsecretário da pasta de Direitos Humanos
Após repercussão do caso, José Carlos Simonin foi exonerado do cargo nesta terça-feira (3); jovem continua foragido

Um dos cinco jovens investigados por participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido no fim de janeiro em Copacabana, bairro nobre do Rio de Janeiro, é filho de um integrante do governo do estado.
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Após a repercussão do caso, o subsecretário foi exonerado do cargo nesta terça-feira (3).
O jovem teve a prisão decretada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas continua foragido. Ainda nesta terça-feira (3), dois suspeitos já se entregaram.
Vitor Simonin também é um dos alunos afastados do Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. A escola ainda abriu um processo administrativo para desligamento definitivo do jovem.
Quem são os supeitos?
Além de Vitor Simonin, a polícia também investiga o envolvimento de outros quatro jovens no crime. Os suspeitos são: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos e Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos. O quinto suspeito é um adolescente de 17 anos e, por isso, não teve o nome divulgado. O menor responderá por ato infracional análogo a estupro.
Relembre o caso
O episódio aconteceu no dia 31 de janeiro desse ano, 2026. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), a vítima contou aos investigadores que recebeu uma mensagem enviada por um aluno da mesma escola em que estuda, com quem ela já se relacionou entre 2023 e 2024. No texto, ele a convidava para ir até o apartamento de um amigo.
No prédio, a adolescente foi conduzida até um quarto do apartamento, onde quatro homens e um menor de idade passaram a insistir que ela mantivesse relações sexuais com eles. Mesmo após a vítima recusar, os suspeitos teriam se despido e abusado da menina, cometendo violência física e psicológica.
A vítima relatou que levou tapas, socos e um chute na região abdominal e que tentou sair do quarto, mas foi impedida. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física como escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal.
A polícia acredita que o crime tenha sido uma emboscada planejada. Se condenados, os envolvidos podem pegar quase 20 anos de prisão.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



