Itatiaia

Polícia faz operação contra milícia de 'Juninho Varão', que extorquia moradores e controlava condomínio em Nova Iguaçu-RJ

Investigação identificou nove integrantes da estrutura criminosa com envolvimento em cobranças ilegais, ameaças e intimidações. Ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os alvos

Por
'Juninho Varão'. A operação busca atingir os núcleos operacional e financeiro da milícia, interromper a exploração econômica dos moradores e aprofundar as investigações • Reprodução/PCERJ

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) deflagraram, nesta quarta-feira (14/10), uma operação contra a milícia de “Juninho Varão”, apontada como responsável por extorquir moradores e controlar a administração de um condomínio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A investigação identificou nove integrantes da estrutura criminosa com envolvimento em cobranças ilegais, ameaças e intimidações. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os alvos. A ofensiva conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

As apurações revelaram que o grupo paramilitar controlado por Gilson Ingrácio de Souza Junior, o “Juninho Varão”, mantinha um esquema organizado de arrecadação ilegal, com divisão de tarefas, fiscalização dos pagamentos e prestação de contas à liderança da milícia.

Para impor as cobranças, os criminosos recorriam a ameaças de violência e de expulsão dos moradores de suas próprias residências, além de interferir diretamente na administração do condomínio. Dessa forma, a organização mantinha o controle sobre o complexo residencial e explorava economicamente os moradores.

Um dos criminosos identificados é apontado como homem de confiança de “Juninho Varão” e responsável pelo comando operacional das cobranças. Além dele, os agentes buscam localizar um dos principais executores das cobranças e intimidações contra moradores.

Entre os alvos de busca e apreensão está um policial militar, investigado por suposta influência na administração do condomínio e na estrutura de intimidação do grupo. De acordo com as apurações, ele mantinha contato direto com integrantes do núcleo de comando e interferia na gestão do complexo residencial. Sua condição de agente público e o temor que provocava nos moradores seriam utilizados pela organização para pressionar o pagamento das cobranças ilegais.

A operação busca atingir os núcleos operacional e financeiro da milícia, interromper a exploração econômica dos moradores e aprofundar as investigações

Por

Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

 

 

Belo Horizonte