PF prende três policiais civis e delegado por extorquir traficantes do CV no Rio

Investigação aponta que agentes usavam a estrutura de uma delegacia para extorquir traficantes do Comando Vermelho; ação cumpre mandados de prisão e busca expedidos pelo STF

PF prende três policiais civis e delegado por extorquir traficantes do CV no Rio

Três policiais civis, entre eles um delegado, foram presos durante a segunda fase da Operação Anomalia, realizada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (10). Segundo as investigações, os agentes são suspeitos de usar a estrutura de uma delegacia para extorquir traficantes do Comando Vermelho (CV).

Cerca de 40 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na capital fluminense. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os alvos são:

  • Franklin Jose de Oliveira Alves, policial civil, preso nesta terça;
  • Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, traficante, teve mandado de prisão cumprido (já estava preso)
  • Leandro Moutinho de Deus, policial civil, preso nesta terça;
  • Marcus Henrique de Oliveira Alves, delegado, preso nesta terça.

Os policiais são suspeitos de exigir pagamento de propina de integrantes do Comando Vermelho (CV) que atua no estado em troca de não tomar medidas policiais contra eles. O grupo também é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o afastamento dos policiais das funções públicas, a suspensão de empresas usadas no esquema e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptomoedas ligadas aos investigados.

Como funcionava o esquema

Segundo a Polícia Federal, o esquema seria liderado por um delegado da capital e outro policial civil. Eles enviavam intimações para pressionar líderes do tráfico e exigir pagamentos para deixar de agir contra as atividades criminosas.

Para receber o dinheiro e evitar contato direto com os traficantes, os policiais contariam com dois intermediários.

As investigações também apontaram que os suspeitos teriam movimentações financeiras milionárias incompatíveis com os salários de servidores públicos. Para esconder a origem do dinheiro, o grupo teria usado empresas registradas em nome de familiares.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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