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Megaoperação no Rio: 33 alvos da polícia seguem foragidos e vivem na região

A ação foi realizada em 28 de outubro do ano passado, com 2,5 mil policiais civis e militares que buscavam por chefes da facção dentro das comunidades; naquele dia, foram 99 presos, sendo 17 alvos de mandados de prisão e 82 em flagrante

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Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas após a megaoperação mais letal da história do Estado.
Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas após a megaoperação mais letal da história do Estado. • Foto: EGBERTO RAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Pelo menos 33 alvos da Operação Contenção, que deixou 122 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, ainda estão foragidos um ano após a ação. Segundo o g1, chefes do Comando Vermelho seguem morando na região, como Edgar Alves de Andrade, o Doca; Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala; e Carlos da Costa Neves, o Gardenal.

A ação foi realizada em 28 de outubro do ano passado, com 2,5 mil policiais civis e militares que buscavam por chefes da facção dentro das comunidades. Naquele dia, foram 99 presos, sendo 17 alvos de mandados de prisão e 82 em flagrante.

Além de Doca (chefe do tráfico), Pedro Bala (primeiro chefe abaixo de Doca) e Gardenal (homem de confiança da chefia), outros líderes também estão entre os foragidos: Washington César Braga da Silva, o Grandão, apontado como 'síndico da Penha', e Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW ou Rex, responsável por execuções.

Entre os 122 mortos na operação, cinco eram agentes de segurança. O principal objetivo era prender integrantes do Comando Vermelho (CV). Diversos corpos foram encontrados na mata e foram levados para a Praça São Lucas por familiares. As imagens viralizaram na imprensa nacional e internacional.

Mesmo com a operação, moradores relataram que a rotina das comunidades não mudou.

A operação foi a mais letal da história do Brasil, superando os 111 mortos no Carandiru, em 1992, quando detentos foram executados dentro do presídio.

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