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Justiça retoma audiência de Oruam por tentativa de homicídio nesta segunda (11)

Rapper é réu por ataque contra policiais civis durante operação no Rio de Janeiro

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O que é o crime de favorecimento pessoal, motivo da prisão de Oruam | CNN Brasil
O que é o crime de favorecimento pessoal, motivo da prisão de Oruam | CNN Brasil • Créditos: CNN Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro marcou para esta segunda-feira (11), às 16h, a continuação da audiência de instrução e julgamento do rapper Oruam, que responde por duas tentativas de homicídio qualificado.

A audiência será conduzida pela 3ª Vara Criminal da Capital, que pretende ouvir 12 pessoas ligadas ao caso. Entre as testemunhas estão a noiva do artista, Fernanda Valença de Oliveira, o produtor Leandro de Souza Almeida e sete policiais civis, incluindo o delegado Moysés Santana e o oficial de cartório Alexandre Alves Ferraz.

Os agentes atuavam na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e teriam sido atacados durante uma operação realizada em julho de 2025.

Polícia afirma que pedras lançadas poderiam matar

Oruam deu tapas no carro descaracterizado da PC • Reprodução/ CNN Brasil
Oruam deu tapas no carro descaracterizado da PC • Reprodução/ CNN Brasil

Segundo as investigações, policiais civis foram alvo de pedras arremessadas da residência onde Oruam estava durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado por envolvimento com tráfico de drogas e crimes patrimoniais.

A polícia afirma que cada pedra pesava cerca de 4,85 quilos e que, caso atingissem os agentes, poderiam causar mortes.

Além de Oruam, também respondem ao processo:

  • Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira;
  • Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais;
  • Victor Hugo Vieira dos Santos.

De acordo com decisão judicial, o processo é considerado complexo devido à quantidade de réus e à gravidade das acusações.

Réus respondem por outros crimes

Além da dupla tentativa de homicídio qualificado, os acusados também respondem pelos crimes de:

  • Resistência;
  • Desacato;
  • Dano qualificado;
  • Ameaça.

Na decisão, a Justiça destacou a “inegável complexidade” da ação penal e a gravidade dos fatos investigados.

Oruam é considerado foragido

O rapper está foragido desde fevereiro deste ano, após a revogação do habeas corpus que permitia que ele respondesse ao processo em liberdade.

Segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Oruam descumpriu medidas cautelares ao deixar a bateria da tornozeleira eletrônica descarregar por longos períodos, dificultando a fiscalização judicial.

Com isso, a Justiça determinou novamente a prisão do artista.

Operação investiga ligação com o Comando Vermelho

Além deste processo, Oruam também é alvo de outra investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

No mês passado, ele, a mãe Márcia Gama e o irmão Lucas Nepomuceno foram alvos da Operação Contenção, que investiga a expansão territorial da facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo a polícia, o esquema envolvia movimentação de dinheiro proveniente do tráfico de drogas por meio de contas de pessoas usadas como “laranjas”.

A operação também teve como alvo Marcinho VP, pai de Oruam, que está preso há quase 30 anos. Para os investigadores, mesmo encarcerado, ele continuaria exercendo influência sobre a facção criminosa.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego & Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.