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Deputado estadual eleito Márcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil são presos em operação da PF no Rio

Operação Unha e Carne investiga lavagem de dinheiro por meio de postos de abastecimento e possíveis conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro

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Márcio Canella e Marcus Amim
Márcio Canella e Marcus Amim • Foto: Redes Sociais

O deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi preso pela Polícia Federal (PF), na Operação Unha e Carne, durante a manhã desta quinta-feira (15), no Rio de Janeiro. Os agentes foram até a casa dele, em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.

O delegado Marcos Amin, ex-secretário de Polícia Civil, também foi preso, em Niterói, região metropolitana do Rio. Os dois já tinham sido alvos da PF na sexta fase da Operação Unha e Carne, em julho do ano passado. A operação investiga lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de abastecimento, além de conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro.

A operação também cumpre mandados de busca e apreensão em vários endereços do Rio, como Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Búzios.

Márcio Canela foi eleito deputado estadual com mais de 180 mil votos, a segunda maior votação do estado.

Recentemente, ele foi preso por porte ilegal de arma após a polícia encontrar um fuzil com ele. Ele alegou que a arma era de responsabilidade de um policial que fazia a sua segurança.

8ª fase da Operação Unha e Carne

Segundo a PF, nesta fase da operação, os policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.

A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas ao esquema de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis, que seriam utilizados para camuflar e legalizar recursos de origem criminosa.

De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. O valor consta em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à Polícia Federal.

Além de organização criminosa armada, os investigados poderão responder, conforme suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, entre outros crimes que possam ser identificados durante as investigações.

A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal para desarticular organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro. A ação segue as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635 e foi tema de uma reunião realizada em 6 de outubro entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no STF.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

 

 

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