PM morto no Rio aparece em vídeo com armas e fazendo referência ao CV: ‘Ele é bandido’
Imagens foram encontradas durante investigação sobre tráfico de drogas e armas no Rio; operação realizada nessa terça-feira (13) prendeu três suspeitos

Um vídeo encontrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro durante uma investigação contra um esquema de tráfico de drogas e armas ligado ao Comando Vermelho mostra o momento em que o terceiro-sargento da Polícia Militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, morto em julho deste ano, aparece ao lado de um traficante, dançando funk com armas e gritando o nome da facção criminosa.
De acordo com informações da Polícia Civil, as imagens embasaram a operação realizada nessa terça-feira (13) contra policiais militares e traficantes suspeitos de envolvimento no esquema. As investigações reforçam os indícios de ligação do policial com o Comando Vermelho.
Um dos principais alvos da investigação, o terceiro-sargento chegou a ser preso em flagrante na ocorrência que deu origem às apurações, mas foi morto em julho, no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. Ele foi atingido por diversos disparos quando chegava ao condomínio onde morava. O assassinato é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Durante a operação dessa terça-feira (13), três pessoas foram presas. Entre elas está um homem apontado como integrante do braço armado do grupo criminoso, que se exibia com armas de fogo nas redes sociais. Outro preso foi flagrado com uma pistola, um rádio comunicador e uma motocicleta roubada.
Yuri, que aparece no vídeo, era lotado no batalhão de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele foi preso em outubro de 2023, quando foi flagrado com mais de 100 kg de cocaína ao lado de Marcos Leandro de Oliveira Serra, conhecido como Kilo, na Avenida Brasil.
As investigações identificaram a participação de agentes públicos que utilizavam a própria função para favorecer as atividades do grupo, inclusive por meio do repasse de informações privilegiadas e do envolvimento em negociações clandestinas de armamentos e munições.
A análise de dados e as interceptações telefônicas permitiram identificar a articulação entre integrantes do grupo e lideranças do tráfico. As apurações apontaram que um dos alvos atuava na logística de abastecimento de entorpecentes, mantendo contato com integrantes do Comando Vermelho para viabilizar o transporte e a distribuição das cargas em áreas dominadas pela facção. Outra liderança investigada, com atuação no Complexo da Penha, teria participado da articulação para a aquisição e a distribuição de drogas e armas, além de coordenar integrantes responsáveis pelo abastecimento da organização criminosa.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.




