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Depoimento de pai de Henry Borel é remarcado para a tarde deste sábado (30)

A princípio, o depoimento de Leniel Borel, pai da criança, estava previsto para começar às 9h

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Caso Henry Borel Defesa de Jairinho abandona júri no início do julgamento
Caso Henry Borel Defesa de Jairinho abandona júri no início do julgamento • Foto: Redes Sociais | Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

O julgamento do ex-vereador Jairinho e de Monique Medeiros, réus pela morte do menino Henry Borel, entra neste sábado (30), em seu sexto dia. A princípio, o depoimento de Leniel Borel, pai da criança, estava previsto para começar às 9h, mas foi remarcado para retomar às 14h, visto que ele depôs até as 4h. A sessão ocorre no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio.

Julgamento está na reta final. Leniel Borel, pai do menino Henry, prestou depoimento nesta sexta-feira (29), e a expectativa é que neste sábado sejam ouvidas testemunhas de defesa. Em seu depoimento, Leniel disse que acredita que a Monique tenha agido de forma premeditada. Ele chorou no tribunal ao lembrar dos acontecimentos que antecederam a morte de Henry.

Julgamento está na reta final. Leniel Borel, pai do menino Henry, prestou depoimento nesta sexta-feira (29), e a expectativa é que neste sábado sejam ouvidas testemunhas de defesa. Em seu depoimento, Leniel disse que acredita que a Monique tenha agido de forma premeditada. Ele chorou no tribunal ao lembrar dos acontecimentos que antecederam a morte de Henry.

Pela manhã, Monique Medeiros, mãe de Henry, passou mal durante a exibição de imagens da necropsia da criança e também precisou deixar a sessão antecipadamente. Jairinho e Monique são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

• Foto: Redes Sociais
• Foto: Redes Sociais

O quinto dia de julgamento, realizado nesta sexta-feira (29), foi marcado pelos depoimentos do perito Luiz Carlos Leal Prestes e do médico legista Luiz Airton Saavedra de Paiva. Os dois especialistas foram considerados fundamentais para sustentar a tese defendida pelo Ministério Público de que o menino Henry foi vítima de homicídio por espancamento.

O perito Luiz Carlos Prestes disse que a criança já chegou sem vida ao hospital e esclareceu que as lesões encontrados no corpo do menino Henry foram feitas antes da morte do garoto, rebatendo a tese defendida pelos advogados de Jairinho de que os hematomas foram provocados pela massagem cardíaca feita na criança. O perito também descartou a hipótese de acidente doméstico, afirmando que as lesões encontradas são decorrentes de espancamento. Nas palavras do perito “a multiplicidade de lesões em sítios diferentes fez com que, inequivocamente, se concluísse que essa criança foi agredida e por isso houve a hemorragia interna".

Ainda de acordo com o especialista, Henry teve uma “morte lenta” e “sofreu por muito tempo” até falecer. Durante seu depoimento o perito ainda exibiu no tribunal imagens da necropsia feita da criança.

Ao todo, 13 de 27 testemunhas já foram ouvidas.

O crime

Henry Borel foi morto em 8 de março de 2021, com apenas 4 anos de idade. O ex-vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Júnior é apontado pelo MInistério Público como o principal responsável pela morte da criança.

A vítima é filha da Monique Medeiro, fruto de um antigo casamento com Leniel Borel. Monique, Jairo e Henry moravam em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminente. Na madrugada em que ele morreu, foi levado pelo casal, aparentemente desacordado, ao Hospital Barra D'Or, no mesmo bairro.

Na unidade de saúde, os médicos constataram o óbito. O casal alegava ter encontrado Henry desmaiado no quarto onde dormia.

O laudo do Instituto Médico-Legal identificou 23 lesões corporais em Henry Borel, descartando a hipótese de acidente doméstico sustentada pelos réus. Dr. Jairinho permanece preso no Complexo de Gericinó.

Henry apresentava lesões hemorrágicas na cabeça, lesões no nariz, hematomas no punho e abdômen, contusões no rim e nos pulmões, além de hemorragia interna e rompimento do fígado.

*Com informações de CNN

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.