Belo Horizonte
Itatiaia

Cláudio Castro alega que ‘criminosos’ tentam manipular corpos para ‘culpar a polícia’ no Rio

Governador compartilhou imagens de pessoas retirando roupas camufladas de corpos nas comunidades afetadas pela megaoperação das forças de segurança na capital fluminense

Por
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou, por meio das redes sociais, nesta quarta-feira (1), que a decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) irá auxiliar no combate ao crime organizado em todo o país
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) • Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), alegou que "criminosos" tentam “manipular os corpos” depois dos confrontos com as forças de segurança, cortando roupas camufladas que seriam utilizadas pelo tráfico, para “culpar a polícia”.

A declaração, feita na tarde desta quarta-feira (29), acontece em meio a imagens que circulam nas redes sociais, inclusive compartilhadas por Castro, em que pessoas nas comunidades afetadas pela megaoperação que deixou 119 mortos aparecem retirando roupas de corpos.

“É revoltante ver até onde o crime é capaz de ir para tentar enganar a população. Circulam vídeos mostrando claramente a manipulação de corpos depois dos confrontos: pessoas cortando roupas camufladas, tentando mudar a cena para culpar a polícia. Isso é mais uma prova da covardia e da perversidade de quem vive do narcoterrorismo”, declarou o governador.

“Reafirmo: as ÚNICAS VÍTIMAS fatais da operação de ontem foram os nossos quatro policiais, que perderam a vida cumprindo o dever de proteger o Rio de Janeiro”, acrescentou.

Conforme noticiado pela Itatiaia, há uma guerra de narrativas envolvendo a operação, e moradores da região da Pedreira, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, chegaram a relatar abusos cometidos por autoridades durante a megaoperação contra o Comando Vermelho.

Por

Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.