Vítima de 'falsa couve' morre após seis dias entubada em MG
Mulher, de 37 anos, era de Patrocínio, na Região Central de Minas

Uma das vítimas de intoxicação por "falsa couve" morreu na noite desta segunda-feira (13), após seis dias entubada. A mulher, de 37 anos, era Patos de Minas mas morreu em Patrocínio, no Alto Paranaíba.
Intoxicação em família
Na tarde de quarta (8), o Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou que as três pessoas passaram mal após ingerir a planta altamente tóxica, também conhecida como fumo bravo. As vítimas são uma mulher de 37 anos e dois homens, de 60 e 67 anos.
A secretaria de saúde, Luciana Rocha informou que a equipe de Vigilância Sanitária esteve na chácara da família, onde ocorreu o fato. “O que a gente entende é que o dono da casa deve ter pego couve junto com essa substância, a couve brava, que é a nicotiana glauca, e fizeram um refogado de couve no horário do almoço às 11 horas da manhã", disse em vídeo à Itatiaia.
De acordo com os bombeiros, a mulher, de 37 anos, entrou em parada cardiorrespiratória durante o atendimento na chácara. Ela foi reanimada e encaminhada para o Pronto-Socorro da cidade.
As outras vítimas também tiveram parada cardíaca, mas foram reanimados. Ainda na residência, as equipes realizaram procedimentos de reanimação e entubação, conseguindo estabilizar as vítimas para o transporte.
Planta é altamente tóxica!
A planta é semelhante a couve e pode ser confundida com o vegetal. Segundo a Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) a diferença entre a planta tóxica e a couve é a toxicidade. Além dos caso recente a planta também matou um idoso em 2018, em Divinópolis.
Conforme informações da Universidade Federal de São João del-Rei, a Nicotiana glauca é da mesma família da Nicotiana tabacum, nome científico da folha do fumo. Porém, a anabasina — substância presente na falsa couve — é cinco vezes mais potente que a nicotina, e a ingestão da folha causa um quadro sério de intoxicação. Seus primeiros sintomas são vômito e mal-estar, mas ela ainda pode causar a perda dos movimentos das pernas e até parada respiratória.
Prefeitura de Patrocínio divulga nota
"A Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio informa, com profundo pesar, o falecimento da senhora Claviana Nunes, de 37 anos, uma das vítimas do caso de intoxicação alimentar registrado na última semana.
A paciente permaneceu internada em estado grave, com quadro de instabilidade hemodinâmica, e, apesar de todos os esforços da equipe médica, veio a óbito às 18h20 desta segunda (13/10).
Outro paciente, de 60 anos, também acometido pela intoxicação, permanece internado na UTI da Santa Casa de Patrocínio, entubado, sob ventilação mecânica e uso de sedação, apresentando quadro ainda grave e instável.
Um terceiro paciente, homem de 64 anos, também internado em decorrência do mesmo episódio, encontra-se no Box 08 da Santa Casa, estável hemodinamicamente, eupneico, em uso de cateter nasal, com função renal preservada, porém mantendo-se confuso.
Desde o início da ocorrência, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária e Epidemiológica, acompanha rigorosamente o caso. Amostras de alimentos e materiais biológicos foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, com o objetivo de identificar o agente causador da intoxicação.
O município reforça que todas as medidas preventivas e de investigação continuam em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que confirmadas pelos órgãos competentes.
A Prefeitura de Patrocínio manifesta solidariedade à família de Claviana Nunes e reafirma seu compromisso com a transparência e a segurança alimentar da população."
*Com informações de Erasmo Cláudio
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



