Vale se pronuncia após rompimento de estrutura entre Congonhas e Ouro Preto; causas são apuradas

Incidente ocorreu na madrugada deste domingo (25) em uma estrutura da mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto

Rompimento de dique em mina da Vale

A Vale emitiu uma nota na tarde deste domingo (25) para detalhar o rompimento de uma estrutura localizada entre as cidades de Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais.

Segundo a empresa, durante a madrugada houve um “extravasamento de água com sedimentos” de uma cava da mina de Fábrica. “O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas”, informou.

Após o incidente, a empresa afirmou que comunicou os órgãos competentes e que as causas do “extravasamento” estão sendo apuradas.

“A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”, disse.

CSN atingida

As substâncias que vazaram atingiram áreas da CSN Mineração, a qual confirmou que a ocorrência alagou áreas na Unidade Pires, em Ouro Preto, “incluindo o Almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades”.

“Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente”, afirmou.

“A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas”, acrescentou.

Assista abaixo às imagens após o incidente:

Em nota, a Prefeitura de Ouro Preto informou que a Defesa Civil e a Secretaria de Segurança e Trânsito foram notificadas e se deslocam ao local. A ocorrência aconteceu em uma área rural descrita como “distante tanto da sede quanto dos distritos”.

Sete anos do desastre de Brumadinho

O incidente com a estrutura na mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto, acontece sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH.

O desastre, que ocorreu em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 mortos, ou 272, se contadas as vítimas que estavam grávidas. O caso segue impactando profundamente a vida de famílias e cidades atingidas, que ainda cobram justiça, responsabilização criminal e avanços concretos na reparação.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.
Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

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