O novo temporal que atingiu Juiz de Fora, na Zona da Mata, na noite desta quarta-feira (25) provocou deslizamentos que atingiram 12 residências, segundo o
Segundo o coronel Joselito Oliveira, comandante do 3º comando operacional de Bombeiros, duas pessoas foram resgatadas na única casa atingida. “As pessoas não voltaram para suas residências. Eram áreas já de risco identificado, e as pessoas seguiram as nossas orientações. Então é um número de vidas salvas que a gente não mensura facilmente”, disse.
Vídeo mostra grande deslizamento de terra em Juiz de Fora, após chuva intensa Previsão do tempo mostra combo de alertas de chuva para Zona da Mata: ‘Grande perigo’
O militar reforçou a importância da população seguir as orientações das autoridades em um momento de dificuldade de vistorias da Defesa Civil. “Em caso de dúvidas, abandonem suas residências”, emendou Oliveira.
Durante o temporal da noite passada, o Rio Paraibuna chegou a alcançar 4 metros de altura, alagando residências e vias públicas. Segundo o pluviômetro do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de chuva foi de 113 milímetros (mm) em pouco mais de seis horas. Em todo o mês de fevereiro o volume é de 733 mm, o equivalente a 4,3 vezes a média esperada.
Vídeos obtidos pela Itatiaia mostram a força da correnteza com o transbordamento do Paraibuna. A força do temporal fez com que os trabalhos de buscas pelas vítimas tivesse que ser temporariamente interrompido por motivos de segurança, mas foram retomados tão logo a precipitação cessou.
Ainda de acordo com o coronel Joselito Oliveira, 6 corpos foram recuperados desde a retomada dos trabalhos após o temporal dessa quarta-feira. “Seguimos o trabalho efetivo, cada vez mais técnico. Na medida em que vai avançando a ocorrência, traçamos as melhores estratégias”, disse.
Até o momento,
“Pela posição dos escorregamentos e o ponto de localização dos corpos já encontrados, nós temos um mapeamento da possível localização dessas casas. O trabalho vai ser efetivo, e esperamos mais um sucesso no dia de hoje com essas recuperações. Conforme a situação da chuva, a gente precisa parar os trabalhos, mas se for leve e fino a gente continua”, completou.