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Tia é presa após jogar óleo quente no rosto do sobrinho em discussão por carregador de celular

O caso aconteceu no bairro Nova Esperança, na Região Noroeste de Belo Horizonte

Por e 
Motorista foi socorrido e levado para o João XXIII
Garoto foi operado no Hospital João XXIII • Jéssica Moreira/Itatiaia

Uma mulher de 20 anos foi presa nesta terça-feira (21) após jogar uma panela com óleo fervente no rosto de um adolescente de 15 anos.

O caso aconteceu no bairro Nova Esperança, na Região Noroeste de Belo Horizonte, na última terça-feira (14). A autora do crime é tia da vítima. Eles moram no mesmo lote, mas em residências diferentes.

O garoto sofreu queimaduras no rosto e está internado em estado grave no Hospital João XXIII.

A tia alegou que o sobrinho havia roubado o seu carregador de celular, o que iniciou uma discussão. Familiares precisaram intervir, o que fez a mulher se afastar e retornar para sua casa.

Delegado fala sobre o caso

Diego Lopes, delegado de Polícia Civil da Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (DEPCA), informou que a suspeita responderá pelo crime de tentativa de homicídio duplamente qualificado, com motivo fútil e praticado contra menor de idade no ambiente familiar.

A pena para esse tipo de infração é de 12 a 20 anos, mas será aplicada uma redução porque a vítima sobreviveu.

“O motivo da discussão era fútil e muito pequeno, e a reação é extremamente desproporcional. Somado a isso, o quadro de saúde do adolescente por si só mostra que a intenção dela, no mínimo, em assumir a produção do resultado, é a busca da morte”, afirma Diego Lopes.

O delegado informa que a Polícia Civil ainda não conseguiu conversar com a vítima devido ao estado de saúde dela. “Segundo o contato que tivemos com os médicos, este tipo de lesão, além de causar sequelas, se ele conseguir sobreviver, gera, além da dos aspectos daquele momento, problemas com infecções, tanto hospitalar, quanto que possam ser desenvolvidas pelo adolescente”.

Ao ser interrogada pela PCMG, a suspeita afirmou estar arrependida, mas “não conseguiu explicar o porquê de uma reação tão violenta em uma situação que não era complicada de ser resolvida”.

A autora já havia se envolvido em outras brigas com a família e possui outros registros policiais por episódios de violência.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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