Suspeito de matar namorada é encontrado queimado após fuga na Zona da Mata
Ele é apontado como principal suspeito de matar a namorada, de 40 anos, no município de Guarapari, no Espírito Santo

Um homem de 48 anos está internado em estado grave após fugir da Polícia Rodoviária Federal (PRF), abandonar o carro às margens da BR-262, em Rio Casca, na Zona da Mata mineira, e atear fogo no próprio corpo. Ele é apontado como principal suspeito de matar a namorada, de 40 anos, no município de Guarapari, no Espírito Santo. O caso aconteceu nessa terça-feira (27).
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da PRF receberam informações do setor de inteligência de que o suspeito seguia em direção a Belo Horizonte após a descoberta do crime. Durante uma abordagem na BR-262, em Rio Casca, o motorista de um Honda Fit desobedeceu às ordens policiais e fugiu em alta velocidade. Ainda conforme o registro, durante a perseguição, o homem chegou a acelerar o veículo na direção dos agentes.
Um disparo de arma de fogo foi feito pelos policiais, mas o suspeito conseguiu continuar a fuga. Em seguida, ele abandonou o carro próximo ao trevo de acesso a Ponte Nova e correu para uma área de mata fechada. Diversas equipes da PMMG e da PRF participaram de uma operação de cerco e buscas na região. Durante as buscas, policiais ouviram gritos de socorro vindos das margens do Rio Casca e localizaram o suspeito com graves queimaduras.
Segundo a PM, o homem jogou álcool sobre o próprio corpo e ateou fogo em si mesmo em uma aparente tentativa de suicídio. O suspeito sofreu queimaduras de terceiro grau em cerca de 58% do corpo e foi socorrido inicialmente para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Rio Casca. Depois, ele foi transferido para o Hospital Arnaldo Gavazza Filho, em Ponte Nova, onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Corpo da vítima foi encontrado em decomposição
A vítima foi encontrada morta dentro do banheiro da casa onde morava, em Guarapari, no litoral do Espírito Santo. O corpo estava em avançado estado de decomposição.
Familiares desconfiaram do desaparecimento após cerca de 20 dias sem conseguir contato direto com a mulher. Segundo a polícia, parentes recebiam apenas mensagens de texto enviadas pelo celular da vítima, o que levantou suspeitas de que outra pessoa estaria utilizando o aparelho. Com autorização da irmã da vítima, uma corretora de imóveis e a proprietária da residência entraram no imóvel e perceberam um forte odor vindo do interior da casa. O corpo foi localizado posteriormente no banheiro.
A polícia informou que, devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível identificar inicialmente sinais aparentes de violência no cadáver. O suspeito mantinha um relacionamento com a vítima havia cerca de dois meses e passou a ser investigado após deixar o Espírito Santo logo depois do desaparecimento dela.
Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.


