Pescadores ignoram proibição e comem e vendem peixes da Lagoa da Pampulha
Prática é proibida conforme Lei Municipal e pode ser considerada crime ambiental

A Lei Municipal nº 1.523/1.968, de Belo Horizonte, proíbe atividades como pesca, natação e banho na Lagoa da Pampulha. No entanto, pescadores ignoram as normas e continuam pescando, comendo e vendendo peixes do local, que podem ser contaminados com metais pesados.
Segundo a bióloga Fernanda Raggi, mesmo após fritos ou cozidos, os peixes ainda assim continuam contaminados com metais pesados. "O peixe funciona como um acumulador biológico. Tudo o que ele está exposto passa para a pele e a carne dele, e isso passa para nós quando vamos nos alimentar dele", explicou.
O segurança Ângelo Patrocínio Costa Filho, de 58 anos, relatou que realiza pesca na Pampulha há 15 anos e come e vende os animais. "Nunca tive problema, porque o peixe é saúde, então não faz mal para ninguém. Eles falam que é proibido [pescar na Pampulha], mas nunca vi placa escrita 'proibido'", afirmou.
Já o porteiro Itamar, de 58 anos, afirmou que não tem medo, uma vez que também há metais pesados em rios. Ele pesca há cerca de 40 anos na Lagoa da Pampulha.
Vale lembrar que, além da Lei Municipal, a Lei Federal 9.605 de 1998 considera a pesca na Lagoa da Pampulha como crime ambiental. A Guarda Municipal faz rondas e abordagens educativas para orientar a população.
Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.




