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Veja onde serão os velórios das mineiras que morreram em acidente na BR-040, no RJ

Dez mulheres, incluindo uma criança, morreram em um acidente de ônibus na BR-040, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo (16)

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Dez mulheres, incluindo uma criança de sete anos, morreram em um acidente envolvendo um ônibus de turismo em Petrópolis, no Rio de Janeiro, nesse domingo (16) • Imagens cedidas à Itatiaia

As dez mulheres que morreram após um ônibus de turismo tombar na BR-040, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo (16), são mineiras. Pelo menos nove serão veladas nesta terça-feira (18) em Belo Horizonte e Santa Luzia, na Região Metropolitana. Os corpos saíram do Rio de Janeiro e devem chegar à capital mineira ainda nesta segunda-feira (17).

O acidente deixou dez pessoas mortas. Entre as vítimas estão uma criança de sete anos e outras nove mulheres, com idades entre 19 e 53 anos. O ônibus transportava 47 passageiros, além dos dois motoristas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus não estava habilitado para realizar transporte interestadual de passageiros. A operação é caracterizada como transporte clandestino de passageiros.

Quatro vítimas fatais eram da Vila Acaba Mundo, na Região Central de Belo Horizonte, e serão veladas em uma cerimônia coletiva na Comunidade Instituto Querubim, a partir das 9h. Já o sepultamento, que também será coletivo, será realizado no Cemitério da Saudade, a partir das 16h.

As vítimas do Acaba Mundo são:

  • Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33 anos;
  • Lavinia Eduarda Souza Dias, de 7 anos;
  • Priscilla de Souza Braz, de 33 anos;
  • Luciana Ferreira Carvalho, de 53 anos;

Alessandra Dutra Pereira, de 34 anos, e Natália Fimiano de Barros, de 34 anos, serão veladas no Cemitério da Paz, a partir das 9h. O horário do sepultamento ainda não foi definido.

O velório de Vania Elida de Jesus Crispim, de 33 anos, e Dayanna de Lima Viana, de 36 anos, ocorrerá a partir das 9h no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos, será velada no Dom Bosco, a partir das 9h, e sepultada no Cemitério da Saudade. Ela estava grávida de quatro meses.

A família de Keyla Perucci da Silva, de 35 anos, por outro lado, preferiu não divulgar as informações de velório e sepultamento.

Comunidade de BH em luto

Uarley Francisco de Assis, de 39 anos, é morador da Vila Acaba Mundo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde também viviam três mulheres com idades entre 33 e 53 anos e uma criança de sete anos que morreram no acidente. Ele também estava no ônibus, e contou à Itatiaia que pensou que morreria quando percebeu o acidente.

De acordo com o sobrevivente, a comunidade ficou arrasada com as mortes, já que o clima na vila é de família. “Aqui nós somos uma família. A empresa tem que olhar para isso. Ele destruiu não foi só uma família, destruiu o lugar. Ele não só destruiu uma família, destruiu várias famílias”, lamentou.

“A favela tá em luto. Todos estão em luto. Todos, não é só só uma família. Aqui nós somos unidos um pelo outros, nós não somos família só de sangue, nós somos família geral”, continuou.

À reportagem, a empreendedora Patrícia Roberta descreveu o clima de tristeza que tomou a Vila Acaba Mundo após a identificação das quatro vítimas.

"É muito triste, muito mesmo, porque você vê as pessoas desde pequena, a Jennifer e a Priscila, eu conheço elas desde novinha, desde quando nasceu, e, de repente, acontece essa tragédia, a Luciana mora aqui, atrás da minha casa. Então, assim, é muito triste, muito mesmo, muito devastador. A gente se sente como se fosse uma pessoa da família mesmo. Estou, assim, chocada, chocada mesmo", afirmou.

Ônibus fazia transporte clandestino, diz ANTT

O veículo envolvido no acidente, de placa AKY-3454, estava registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Nenhuma das duas empresas possui autorização da ANTT para realizar o transporte interestadual.

A viagem teria sido organizada pela Estrela Guia Turismo, que também não é habilitada pela agência para esse tipo de operação.

O ônibus ainda tinha um adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, que, segundo o órgão, também está inapta. A Polícia Civil informou que investiga as circunstâncias do acidente.

Com isso, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus não estava habilitado para realizar transporte interestadual de passageiros. Por isso, a operação foi caracterizada pelo órgão como transporte clandestino de passageiros.

Nota da empresa

A Estrela Guia manifesta profundo pesar pelo grave acidente ocorrido e se solidariza com as vítimas, seus familiares e todos os envolvidos neste momento de profunda dor e consternação.

Neste momento difícil, a empresa está prestando apoio às famílias das vítimas, inclusive colaborando com o translado dos corpos para seus locais de destino, bem como disponibilizando suporte para o transporte dos sobreviventes até suas respectivas residências, conforme as necessidades de cada família.

A Estrela Guia esclarece ainda que não dispõe, neste momento, de informações atualizadas sobre o estado de saúde dos passageiros que permanecem internados. As informações médicas são repassadas pelos hospitais exclusivamente aos familiares, em respeito à privacidade e ao sigilo das informações dos pacientes.

A empresa reafirma que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração dos fatos e adotando todas as providências possíveis para prestar assistência às vítimas, aos sobreviventes e às suas famílias.

A Estrela Guia lamenta profundamente o ocorrido e expressa sua solidariedade a todas as famílias que enfrentam este momento de dor. Neste momento de tristeza, nossa prioridade é acolher, apoiar e prestar toda a assistência possível às pessoas atingidas por esta tragédia.

Estrela Guia
Assessoria Jurídica: Leão Braz Advogados – Dr. Aroldo Leão Braz

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

 

 

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