A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) emitiu, nesta terça-feira (13), nota com orientações de prevenção e tratamento da escabiose, popularmente conhecida como sarna humana. A medida ocorre no momento em que algumas cidades mineiras registram aumento de casos.
No último dia 31 de dezembro, a Prefeitura de São Gonçalo do Pará, na Região Centro-Oeste do estado, emitiu alerta para a possibilidade de aumento de casos de sarna humana na comunidade. Outras cidades próximas também registraram eventos suspeitos.
Em nota, a SES-MG reforçou que surtos de sarna devem ser comunicados pelos municípios à SES-MG por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas) ou da área técnica responsável, pois não se trata de uma doença de notificação compulsória conforme as listas nacional e estadual de doenças e agravos.
A nota da SES-MG
Leia, na íntegra, a nota da SES-MG que esclarece as medidas tomadas pela Prefeitura de São Gonçalo do Pará sobre os casos de sarna e orienta sobre o que deve ser feito para a prevenção e tratamento da doença.
“A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) esclarece que a escabiose (sarna humana) não é uma doença de notificação compulsória conforme as listas nacional e estadual de doenças e agravos. Por esse motivo, não há levantamento consolidado do número de casos no estado.
Contudo, surtos (definidos como dois ou mais casos com vínculo epidemiológico) devem ser comunicados pelos municípios à SES-MG, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas) ou da área técnica responsável. Esses surtos são monitorados conforme critérios como gravidade, transmissibilidade e magnitude, entre outros fatores.
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Situação em São Gonçalo do Pará
O município adota medidas preventivas e de controle, incluindo:
- Orientação à população sobre transmissão, prevenção e tratamento;
- Oferta de tratamento conforme protocolos vigentes, com uso de permetrina tópica e ivermectina, quando indicado;
- Ações educativas e campanhas informativas por mídias institucionais para ampliar acesso à informação e incentivar a procura precoce pelos serviços de saúde.
Orientações gerais:
- Tratamento: seguir protocolos clínicos do Ministério da Saúde, incluindo permetrina tópica ou ivermectina oral, conforme avaliação médica.
- Prevenção: evite contato direto com pessoas infectadas, higienize roupas e roupas de cama com água quente, não compartilhe objetos pessoais e busque atendimento médico ao surgirem sintomas.
- Campanhas educativas: em situações de surto, recomenda-se intensificar ações em escolas, creches e instituições coletivas”.