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Sobrinha de mulher espancada por ex em BH diz que suspeito queria matar

Mulher foi agredida na noite desta terça-feira (20) em Belo Horizonte e ainda está internada no Hospital João XXIII; suspeito foi preso nessa quarta (21) em Cabo Frio-RJ

Por,  e 
Mulher é agredida por namorado no bairro Nova Cintra
Mulher é agredida por namorado no bairro Nova Cintra • Imagens cedidas

A auxiliar de limpeza, de 45 anos, espancada pelo ex-namorado ainda está internada no Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Em entrevista à Itatiaia, a sobrinha da vítima Bruna Castilho de Souza, 26 anos, contou que a tia ainda corre risco de ficar tetraplégica. Ela denunciou que o suspeito foi para a casa da vítima já com a intenção de matar a ex-namorado, tendo, inclusive, sondado se haveria alguém em casa.

“Ele alegou que ia lá com dois seguranças buscar as coisas dele, mas ele já estava premeditando já tudo. Ele já tinha ligado perguntando se tinha alguém em casa, ligou pro meu marido perguntando se tinha alguém em casa, e ele falou que tava muito calmo, aí chegou lá e viu que não tinha ninguém e fez o que fez com a minha tia. Ele não tentou machucar ela, ele queria matar a minha tia”, disse.

Ainda segundo Bruna, o suspeito fugiu achando que tinha conseguido matar a ex-namorada. “Sim, ele ligou, ele ligou alegando, falando assim: ‘eu matei a Marli, eu acho que eu matei a Marli’. Aí no final da ligação ele ainda fala, pede a Bruna pra ir lá olhar, eu matei a Marli. Ele fala todo momento que ele matou a minha tia. Ele mandou ainda eu ir conferir se ele tinha matado a minha tia”, afirmou.

A familiar apontou que a auxiliar de limpeza sobreviveu “por um milagre". “Foi Deus que fez a vizinha escutar o socorro dela pra gente poder socorrer, porque ela tá muito machucada, o rosto e o olho dela não abrem direito, ela tá muito ferida. Ela é um milagre, a minha tia é um milagre”, ressaltou.

Relembre o que ocorreu

O caso aconteceu na noite desta terça-feira (20) no bairro Nova Cintra, na Região Oeste de Belo Horizonte. A mulher sofreu uma lesão grave na coluna cervical, passou a apresentar dificuldades para movimentar os membros e corre risco de ficar com sequelas permanentes.

Segundo relatos de familiares à Itatiaia, o homem teria tentado quebrar o pescoço da vítima durante as agressões. A mulher foi encontrada caída, com o rosto ensanguentado, após uma vizinha pedir socorro à sobrinha dela. O suspeito fugiu do local e foi preso apenas nessa quarta-feira (21) em Cabo Frio.

A sobrinha da vítima contou que, ao entrar na casa, encontrou a tia gravemente ferida. Segundo ela, o homem pisou no pescoço da tia, tentou sufocá-la, torceu sua cabeça e a atingiu com chutes na barriga e na cabeça. A familiar também afirmou que o homem teria acionado o fogão e o botijão de gás durante o episódio, em uma possível tentativa de incendiar a residência.

De acordo com a familiar, o homem só teria interrompido as agressões depois que a vítima desmaiou.

A mulher foi socorrida e encaminhada para atendimento médico no Hospital João XXIII.

Segundo os familiares, ela não conseguia sentir os braços e as pernas, apresentava formigamento e conseguia movimentar apenas parcialmente os dedos dos pés. A vítima seria submetida a uma cirurgia, e a equipe médica alertou para a gravidade da lesão na região cervical e para o risco de sequelas.

Família relata histórico de violência

A filha da vítima contou à Itatiaia que já tinha conhecimento de episódios anteriores de violência e temia que o companheiro chegasse a um extremo. Segundo ela, o relacionamento começou há cerca de nove meses, depois que os dois se conheceram pela internet.

A familiar afirma que o comportamento do homem era marcado por ciúmes e controle. A mãe teria reduzido o contato com parentes e deixado de frequentar a casa da filha com a mesma frequência de antes. A família também suspeita que o companheiro tenha influenciado a interrupção das atividades da mulher nas redes sociais.

“Ele era possessivo, ciumento com ela. Eu tenho até relatos de áudios de amigas dela falando que ele era muito ciumento, que ela tinha que avisar onde estava, com quem estava e a que horas ia voltar”, contou a filha.

Ainda segundo a filha, a mãe escondia as agressões e tentava minimizar situações de violência. A familiar relatou que já havia percebido sinais de que algo estava errado, como um episódio em que a mulher apareceu com o olho roxo e disse ter se machucado no ônibus.

A família disse que já havia tentado convencê-la a terminar o relacionamento, mas que o suspeito fazia ameaças. A filha também relatou que ele teria usado um nome falso ao se apresentar e que a mãe arcava com despesas do companheiro.

Minha tia era uma pessoa trabalhadora, de um coração muito bom, tentou ajudar esse vagabundo de todas as formas e ele dá a ela isso. Quando eu vi minha tia [...] é uma cena que eu não desejo para ninguém”, comentou a sobrinha emocionada.

Mulheres que sofrem violência ou conhecem alguém nessa situação podem buscar ajuda pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, gratuitamente, para receber denúncias, orientações e informações sobre serviços de atendimento. Em situações de emergência, quando a vítima estiver em perigo imediato, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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