Sala de arquivo ou ar condicionado: bombeiros não confirmam causa do incêndio no Instituto de Educação
Capitão do Corpo de Bombeiros diz que somente perícia irá determinar causa do incêndio

Somente uma perícia feita posteriormente poderá identificar as causas do incêndio que atinge o prédio do Instituto de Educação, maior escola estadual de Minas Gerais, na manhã desta quarta-feira (22). A informação foi dada pelo capitão Fabrício, do Corpo de Bombeiros.
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De acordo com ele, a prioridade é controlar as chamas e atender às vítimas. Por isso, ele não confirma informações de estudantes e professores de que o incêndio pode ter relação com um problema no ar condicionado, curto-circuito na sala de arquivo ou qualquer outra situação.
“Até o momento, o Corpo de Bombeiros não podemos falar nada, porque não temos nem ideia do que aconteceu. A nossa prioridade é o combate às chamas e o atendimento às vítimas. Posteriormente, é que será feito um estudo para identificar as causas do incidente”, disse o militar.
Por volta das 11h, o capitão informou que “as chamas estão confinadas, sem risco de passar para outros ambientes” .
De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), 23 pessoas foram socorridas. Nenhuma delas foi atingida diretamente pelo fogo e, sim, pela fumaça.
Tombado
Construído em 1897, o prédio do Instituto de Educação de Minas Gerais foi tombado em 1982, devido a importância histórica e arquitetônica.
Conforme informações do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), o edifício começou a ser construído em 1897, quando foi destinado a abrigar o Ginásio Mineiro que se transferia de Ouro Preto para a Nova Capital.
“Projetado pelo arquiteto Edgar Nascentes Coelho, em estilo eclético, utilizava diversos estilemas arquitetônicos e ornamentais da tradição neoclássica europeia. Para abrigar a escola Normal Modelo o prédio passou por profundas intervenções definidas pelo arquiteto Carlos Santos. A fachada eclética foi acrescida de um novo e monumental pórtico de entrada com um vestíbulo com colunas de dupla altura, capiteis jônicos e um forte entablamento encimado por platibanda. As janelas apresentam vergas e curvas e cartelas sobrepostas às portas de acesso. O novo aspecto permaneceu em estilo eclético de orientação neoclássica”, descreve texto do IEPHA.
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