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Robert Prevost, papa Leão XIV, veio a Minas e deixou boa impressão em fiéis

Professor que conheceu novo papa em BH acredita que Leão XIV vai seguir Francisco

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Robert Prevost no Encontro Mundial de Jovens Agostinianos, na semana anterior à JMJ, em 2013 • Arquivo pessoal

O novo papa Leão XIV já esteve no Brasil duas vezes, e uma delas foi a Belo Horizonte, em 2012. O mineiro professor de filosofia, Sandson Rotterdan, conheceu o pontífice e deu detalhes como foi a experiência.

"Ele é um homem acessível, de proximidade, de diálogo, sem estrelismo, um padre acessível às pessoas que estavam por perto", contou o professor à Itatiaia.

Rotterdan, encontrou o papa, quando Robert Prevost era prior geral da Ordem de Santo Agostinho e veio para um encontro na capital mineira. O professor também encontrou o novo papa outras duas vezes, uma em São Paulo e outra em Madri, na Espanha.

"Ele é homem que também vem da periferia do mundo como o papa Francisco".

O professor destacou que o discurso do novo papa foi muito significativo e mostra uma continuidade do papa Francisco.

"É um filho de Santo Agostinho, sem dúvida. E quando ele diz isso no discurso dele repetindo um sermão de Santo Agostinho isso é muito significativo, que eu acho que já começa a mostrá-lo também quase como que uma continuidade do Papa Francisco", disse o filósofo.

A diferença que o professor destaca entre Robert Prevost, Leão XIV, e Francisco é a timidez.

Discurso em italiano e espanhol relembrou raízes

O professor Sandson comentou ainda a escolha dos idiomas do novo papa para o seu primeiro discurso.

"Ele escolhe falar a língua da diocese dele, bispo de Roma, quando ele fala em italiano. Mas ele interrompe o discurso em italiano para falar em espanhol, para a antiga diocese a diocese de Chiclayo (Peru), são sinais positivos, que ele demonstra que está do lado dos pobres e ele não fala em inglês no discurso dele", ressaltou.

Escolha de Leão

"Quando ele escolhe o nome de Leão XIV, é outro sinal positivo porque o papa Leão XIII inaugurou a Doutrina Docial da Igreja, quando a Igreja começa de fato a se preocupar com a situação dos trabalhadores, um Papa que também escreveu contra a escravização de pessoas pretas", comentou Rotterdan.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde