Polícia Civil indicia filho suspeito de matar assassino da mãe em Frutal-MG
Defesa de Marcos Antônio da Silva Neto informou que ele assumiu a autoria do crime e pretende se entregar

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou um jovem, de 19 anos, sob a suspeita de matar o assassino da mãe dele. A instituição informou que o inquérito policial foi concluído na última semana. O caso ocorreu em 31 de março na cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro.
O investigado é Marcos Antônio da Silva Neto. A vítima, Rafael Garcia Pedroso, foi executada a tiros aos 31 anos.
Marcos Antônio foi indiciado pelo crime de homicídio doloso qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além disso, a PCMG representou pela prisão preventiva do investigado. No entanto, o jovem não foi localizado e continua foragido.
"O procedimento já foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, responsáveis pelas próximas providências no âmbito legal", informou a instituição.
Defesa diz que suspeito assumiu ser o autor do crime
Em nota, a defesa de Marcos Antônio da Silva Neto afirmou que "jamais houve negativa quanto à autoria dos fatos" e que o investigado assumiu aos advogados ser o autor do homicídio.
Os representantes legais do indiciado negaram que o cliente perseguiu ou monitorou a vítima antes do crime.
"Marcos afirmou reiteradamente que terceiros não participaram do planejamento ou da execução do crime, sustentando que a decisão foi exclusivamente pessoal, imediata, um encontro coincidente, sem ciência prévia ou colaboração consciente de qualquer outra pessoa", defenderam os advogados.
"Durante todos esses dias após o fato, o investigado enfrentou intenso abalo emocional e psicológico em razão da enorme repercussão do caso, situação acompanhada de perto pela defesa", acrescentaram.
A defesa afirmou que Marcos Antônio pretende se entregar e "decidiu espontaneamente se apresentar às autoridades competentes" mediante um "prévio ajuste com o Poder Judiciário".
Relembre o caso
Em julho de 2016, Glauciane Cipriano, mãe do indiciado, foi morta com 20 facadas. O crime ocorreu na frente de Marcos Antônio, que tinha 9 anos na época. Rafael Garcia Pedroso foi condenado pelo feminicídio. As investigações apontaram que o crime foi motivado por ciúmes.
O assassino da mulher deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) em 15 de janeiro de 2026. De acordo com o boletim de ocorrência, Marcos Antônio passou a monitorá-lo desde então.
Rafael foi morto com cinco tiros quando estava em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, localizada no bairro Novo Horizonte. Ele sofreu três perfurações nas costas, uma no pescoço e uma na região da boca. O crime foi registrado por uma câmera de segurança.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



