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Produtores rurais do interior de Minas perdem plantação em incêndio: 'todo mundo meio perdido'

Incêndio destruiu lavouras na zona rural de Caratinga, no Vale do Aço; produtor se feriu tentando apagar o fogo

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Moradores da região perderam pés de café e de banana  • Imagens cedidas à Itatiaia

Um incêndio de grandes proporções atingiu a região de mata do Córrego dos Bias, na zona rural de Caratinga, no Vale do Aço. O fogo atingiu o local nessa sexta-feira (23), e só foi apagado no domingo (25), quando moradores da região se reuniram para "tentar salvar o resto da lavoura", como conta a moradora da região Aline Brum, de 40 anos.

O fogo também causou prejuízo a outros familiares de Aline, que também moram no Córrego dos Bias, onde a avó dela chegou aos 13 anos e morou até a sua morte, aos 102 anos. Um dos primos dela teve um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil, porque teve sua plantação de café queimada. Já a irmã de Aline perdeu 5 mil pés de café, enquanto o vizinho dela perdeu 50 mil. "Está todo mundo meio perdido", lamenta.

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Aline ressalta que as perdas foram além dos bens materiais. De acordo com ela, o Córrego dos Bias é a casa de animais como macacos, lontras, pacas, cobras e de uma grande variedade de aves. "Meu pai até tratava dos macacos, dava banana para eles. Tinha muito bicho aqui", descreve.

Por causa disso, ela diz que a presença da Polícia Militar de Meio Ambiente na região é constante, mas desde o incêndio, os agentes não apareceram mais por lá. O mesmo vale para o Corpo de Bombeiros, que foi acionado, mas não foi até o local. De acordo com a moradora, os responsáveis por apagar o fogo foram os próprios moradores.

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e aguarda resposta.

*Sob supervisão de Enzo Menezes

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.