Médicos relatam exaustão e denunciam sobrecarga de trabalho diante da epidemia de dengue em BH
Segundo eles, além da dengue, doenças respiratórias, como a Covid, estão em alta, o que contribui para a superlotação nos locais de atendimento e exaustão dos profissionais

Médicos da rede pública de saúde de Belo Horizonte denunciam pressão nos atendimentos e exaustão após a capital enfrentar pico da epidemia de dengue. O sindicato dos médicos de Belo Horizonte afirma que tem recebido diversas reclamações dos associados de sobrecarga de trabalho, principalmente, nos Centros de saúde e UPAs da capital e também da região metropolitana.
Para o médico e diretor do sindicato, André Santos, que trabalha no Centro de Saúde Dom Bosco, região Noroeste da capital, a situação está perto do insustentável. "Infelizmente, houve um aumento exagerado na demanda, justamente por conta do grande número de casos de dengue. Também estamos começando com as doenças respiratórias. Após o Carnaval, houve um aumento do número de Covid. Então, nós estamos trabalhando em várias frentes com uma população que está bastante adoecida e as equipes também”, disse.
André detalha que a instalação de um novo sistema de informática, implantado pela Prefeitura de Belo Horizonte, tem gerado transtornos e atrasos nos atendimentos. O caso foi levado ao Ministério Público, que pode mediar uma conversa entre prefeitura de BH e a empresa responsável pela implantação do novo sistema nas unidades de saúde.
"A gente tenta o diálogo constante com a prefeitura, inclusive, fazendo propostas. Mas, a administração municipal tem se mostrado resistente. Agora, estamos contando com outros atores aí para nos ajudar nessa mediação."
A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a (PBH), para comentar sobre as denúncias, e aguarda um posicionamento.
Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.



