Belo Horizonte
Itatiaia

Pacientes relatam desafios para manter tratamentos contínuos devido ao alto custo dos remédios

Preço dos remédios deve ficar cerca de 5% mais alto a partir de hoje (31); este é o menor reajuste de preços dos últimos 7 anos

Por e 
De acordo com o processo, a cliente passou mal pouco tempo depois de ingerir o medicamento manipulado, que foi entregue em sachês sem qualquer identificação • Marcello Casal Jr. | Agência Brasil

O aumento nos preços dos medicamentos tem causado preocupação e dificuldades para muitos brasileiros que dependem de tratamentos contínuos. A alta de 5% começa a valer a partir desta segunda-feira (31).

Segundo o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, Nelson Mussol, este é o menor reajuste de preços dos últimos 7 anos. “A população pode ficar tranquila que não há um exagero no aumento de preço como se propaga por aí. É um reajuste de preço nas categorias que têm mais concorrência. Mas a população deve, sim, mais uma vez, procurar pesquisar o preço”, sugere.

O índice de aumento corresponde à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses encerrados em fevereiro.

Como funcionará o reajuste?

Os fabricantes, distribuidores e lojistas poderão aplicar os aumentos dentro dos seguintes níveis:

  • Nível 1: 5,06%
  • Nível 2: 3,83%
  • Nível 3: 2,60%

Impacto

Raul Dias Morgan revelou que gasta cerca de R$ 300 por mês com medicamentos. Ele expressou sua preocupação com os constantes aumentos: "A gente não está conseguindo mais acompanhar esses aumentos, está cada dia pior. Tem que ver o que é prioritário, o remédio que faz mais falta, e deixar às vezes algum de lado".

A situação é igualmente desafiadora para Vicente de Andrade, que faz uso contínuo de uma vitamina para tratar blefarite [inflamação das margens das pálpebras que pode ser aguda ou crônica] no olho direito.

Vicente relatou que o medicamento que utiliza custa atualmente cerca de R$ 175, um valor considerado alto para muitas famílias.

O aumento também impacta muito quem tem idosos em casa, que frequentemente usam múltiplos medicamentos que nem sempre estão disponíveis nos centros de saúde.

Por

Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

Por

A Ita é a Inteligência Artificial da Itatiaia. Todas as reportagens produzidas com auxílio da Ita são editadas e revisadas por jornalistas.