Polícia vai investigar se diarista que matou casal de idosos em BH agiu sozinha
Suspeita foi presa em um quarto de hotel em Itabira, na Região Central do estado

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) vai investigar se Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, agiu sozinha no homicídio de um casal de idosos em Belo Horizonte. Ela confessou o crime ao ser presa na noite dessa quarta-feira (1º) em Itabira, na Região Central de Minas. A instituição vai averiguar se o motorista do carro que transportou a mulher até a casa das vítimas tinha conhecimento do crime.
De acordo com o delegado Gustavo Barletta, a suspeita diz que agiu sozinha. A instituição vai tentar localizar o condutor do carro. "Tinha um carro de alto padrão esperando por ela, então vamos investigar qual foi a participação dessa pessoa. Parecia até ser um motorista de aplicativo, mas ele ficou mais de 15 minutos esperando", acrescentou o delegado Felipe Freitas.
Suspeita presa
Paola Stefany Neto Cirino foi presa pela Polícia Civil na noite dessa quarta-feira (1º). Ela foi encontrada em um quarto de hotel em Itabira, na Região Central de Minas. Ela confessou o crime. O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Eles foram encontrados sem vida na tarde de terça-feira (30).
“Durante toda a investigação, a gente estava tentando manter um monitoramento dessa dessa investigada, mas ela é muito esperta, ela tentou evadir, ela tentou trocar de aparelho de telefone celular, ela usou outros nomes, mas a gente insistiu e, ontem à noite, a gente confirmou que ela está estava na cidade de Itabira, próximo a Belo Horizonte”, detalhou o delegado Barletta.
Segundo o delegado, ela não resistiu à prisão e afirmou que estava esperando que a PCMG a encontrasse. A suspeita disse ainda que, caso não tivesse sido encontrada, iria se entregar porque estaria arrependida do que fez, conforme contou o delegado.
“Ela disse que teve um surto psicótico. Ela diz que ela na verdade nunca fez isso com ninguém. Ela se demonstra, pelo menos aparentemente, muito arrependida. Ela está muito chorosa. Ela fala que destruiu a sua vida, destruiu a vida das pessoas e ela não sabe informar por qual motivo ela teria feito isso. Ela somente diz que ela ‘surtou’, ela usa essa palavra, e que algumas vozes inclusive estavam determinando que ela matasse aquelas duas pessoas”, afirmou o delegado Gustavo Barletta.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.





