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Poetisa Adélia Prado tem alta hospitalar após duas semanas internada

Escritora teve um quadro infeccioso, mas já se recuperou

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Uma das principais escritoras do país, Adélia Prado tem 87 anos e vive em Divinópolis
Uma das principais escritoras do país, Adélia Prado tem 90 anos e vive em Divinópolis • Divulgação/Bruno Cantini

A escritora mineira Adélia Prado, de 90 anos, teve alta do Hospital São Judas Tadeu nesta quarta-feira (27). Ela estava internada há alguns dias no hospital de Divinópolis, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais.

Em nota enviada à reportagem, o hospital informou que a escritora teve um quadro infeccioso, que já está com "aparente resolução completa".

"A escritora encontra-se em excelente condição clínica, sem sinais de infecção sistêmica ou congestão, apresentando adequada estabilidade hemodinâmica e excelente condição respiratória", dizia o comunicado.

A poetisa teve alta após uma reunião multidisciplinar das equipes médica, de enfermagem, fisioterapia e nutrição.

Internada no início do ano

Em 19 de janeiro, Adélia foi internada no hospital após sofrer um acidente doméstico e fraturar o fêmur, além de ter lesões no cotovelo e no punho.

Na ocasião, o hospital informou que Adélia passou por duas cirurgias e precisou permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar complicações renais. Ela recebeu alta no dia 7 de fevereiro.

Uma das maiores escritoras do Brasil

Moradora de Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, Adélia Prado é considerada uma das maiores escritoras do país.

Ao longo de sua extensa carreira, escreveu peças de teatro, monólogo, teve obras traduzidas para o inglês e o espanhol, e escreveu até para espetáculos de balé. São mais de 20 obras publicadas, em verso, prosa e antologias.

Em 1978, Adélia Prado venceu o Prêmio Jabuti, um dos mais importantes prêmios literários do país, com a publicação de ‘O Coração Disparado’.

Além do Prêmio Jabuti, Adélia Prado também foi agraciada com o Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil (2007), o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2010), o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2010) e o Prêmio Clarice Lispector (2016).

Em 2014 foi agraciada com a classe Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural, uma das maiores honrarias do governo brasileiro para o setor cultural. Dois anos depois, foi vencedora do Prêmio do Governo de Minas Gerais de Literatura.

Em 2024, a poetisa foi vencedora do Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL), pelo conjunto da sua obra.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.