Peixes morrem 'asfixiados' e são retirados da Lagoa da Pampulha, em BH; entenda
Aproximadamente 70 peixes morreram por causa da inversão térmica, fenômeno considerado normal nesta época do ano

Cerca de 70 peixes mortos foram recolhidos da Lagoa da Pampulha nesta segunda-feira (13). A informação foi confirmada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), após a reportagem da Itatiaia receber a informação de que uma grande quantidade de peixes estava sendo retirada de um dos cartões-postais da capital mineira.
Um morador disse que se deparou com a cena ao ir correr na orla da Lagoa da Pampulha. Na ocasião, ele conversou com os trabalhadores que estavam no local. Eles afirmaram que os peixes morreram devido à falta de oxigênio e à temperatura da água.
Em nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Prefeitura de BH, confirmou a informação, apontando que cerca de 70 peixes mortos foram recolhidos nesta segunda (13). A morte dos animais aconteceu pelo fenômeno da inversão térmica, "provocado pela queda na temperatura, que traz águas profundas (ricas em matéria orgânica e pobres em oxigênio) para a superfície, provocando naturalmente a asfixia nos peixes", informou a pasta.
Ainda de acordo com o executivo municipal, o fenômeno é considerado normal nesta época do ano e os peixes mortos foram recolhidos pela equipe responsável por tirar o lixo flutuante do espelho d'água da Lagoa da Pampulha.
Limpeza da Lagoa da Pampulha
A Lagoa da Pampulha recebe uma equipe de limpeza e monitoramento da qualidade da água todos os dias, informou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
No fim de março, a Prefeitura de BH instituiu uma comissão para monitorar e aprimorar as ações de manutenção e melhoria da qualidade da água da Lagoa da Pampulha.
A medida, assinada pelo secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto de Castro Ferreira, estabelece um grupo que será responsável por acompanhar, propor e avaliar ações voltadas à manutenção, limpeza e melhoria de um dos monumentos mais emblemáticos da capital mineira.
O texto destaca dois objetivos principais da comissão:
- Pesquisar e propor tecnologias, métodos e boas práticas voltadas ao aprimoramento do processo de limpeza e manutenção da Lagoa da Pampulha;
- Acompanhar os processos licitatórios destinados à contratação de serviços de despoluição e melhoria da qualidade da água.
A comissão será composta por 10 membros, incluindo autoridades como o secretário municipal de Meio Ambiente e especialistas na área ambiental. Confira a lista completa aqui.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



