PBH diz que atendeu 7 dos 8 pontos do sindicato dos professores e defende fim da greve
Executivo diz que os únicos pontos não atendidos são relacionados às OSCs e ao reajuste salarial; movimento ocorre desde o fim de abril e já quase um mês

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou, nesta segunda-feira (25), que vai atender sete dos oito pontos colocados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública de Belo Horizonte (Sindi-Rede) para o encerramento da greve. De acordo com a secretária de educação, Nathalia Araújo, esse é o último ponto que a pasta pode atender.
“Nós passamos o final de semana trabalhando, a equipe inteira da Prefeitura, e conseguimos atender o último ponto, que era desejo desta categoria. Infelizmente, mesmo assim, com o último ponto oferecido, não foi possível fechar a greve”, continuou.
Ainda conforme a chefe da pasta, a questão salarial já havia sido discutida no ano passado, o que culminou em um acordo judicial. A classe reivindica pela recomposição salarial com base no piso salarial da educação, de cerca de 5,4%.
A administração municipal afirmou que fez o reajuste geral de 4,11% para todos os servidores efetivos, retroativos a 1° de maio deste ano. “Somado ao reajuste de 2,40% concedido em janeiro de 2026, o índice total chega a 6,61%”, disse.
De acordo com a secretária, a pauta que envolve a questão salarial não será atendida, assim como o ponto envolvendo a mudança de empresa dos trabalhadores terceirizados. De acordo com Nathalia, a contratação desses trabalhadores pode meio das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) não configura privatização.
“Em substituição a esse ponto, que é um prejuízo para o sindicato, que perde 4.790 trabalhadores, foram oferecidos outros pontos primordiais, além desse, da OSC - Organização da Sociedade Civil -, que não pôde ser atendido”, afirmou Nathalia Araújo.
O movimento grevista começou no fim de abril e já dura quase um mês. Nesta segunda (25), manifestantes foram para frente do prédio da prefeitura para reivindicar o atendimento integral dos pedidos da classe. Uma assembleia foi marcada para esta terça-feira (26), que deve definir os rumos do movimento.
As reivindicações dos professores
Entre as principais reivindicações da classe está a recomposição salarial com base no piso nacional da educação, que gira em torno de 5,4%. Segundo os professores, a PBH tem sinalizado um reajuste que gira entorno de 4,11%.
Além disso, a classe pede também por melhores condições de trabalho. Os professores reclamam de falta de profissionais nas escolas, cortes de até 50% nas verbas, privatização do serviço do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e terceirização do trabalho docente na Educação Infantil.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, trabalhou na produção de matérias para a rádio, na Central Itatiaia de Apuração e foi produtora do programa Itatiaia Patrulha. Atualmente, cobre factual e é repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo




