Pastor que matou Stefany é indiciado por três crimes e pena pode chegar a 50 anos
Os exames ainda não foram concluídos para informar se houve violência sexual contra a adolescente de 13 anos que desapareceu no dia 9 de fevereiro

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios, em Ribeirão das Neves, concluiu as investigações envolvendo a morte de Stefany Vitoria Teixeira Ferreira, de 13 anos.
O autor do crime, o pastor João das Graças Pachola, de 54 anos - que confessou o crime - foi indiciado por ocultação de cadáver; feminicídio e homicídio com qualificadora por asfixia. 'Além do aumento da pena pela idade da vítima que era menor de 14 anos. A pena pode passar de 40 a 50 anos', informou o delegado Marcus Vinícius Rios em coletiva nesta terça-feira (25).
No entanto, os exames ainda não foram concluídos para informar se houve ou não violência sexual contra a adolescente de 13 anos que desapareceu no dia 9 de fevereiro.
Perseguição e carona
O inquérito concluiu a partir de informações de testemunhas e câmeras de segurança que Stephanie saiu de casa em direção à casa de uma amiga e foi interceptada pelo pastor no caminho.
'O fato de que as imagens mostram que passa o veículo do investigado, pouco depois passa a vítima caminhando com a certa pressa, certamente em direção à casa da amiga e um pouco mais à frente, o veículo do investigado volta a passar pela mesma rua, dando a entender que ele deu a volta. Provavelmente já seguindo a Stefany, não sabemos se coincidentemente', informou o delegado Rios.
Segundo a polícia, o pastor confessou que estrangulou a adolescente após ela desferir uma tapa em seu rosto. Porém, o autor não dá detalhes sobre a motivação, o que teria acontecido antes de Stefany dar o tapa.
'Fato é que o veículo passa pela rua, a Stephanie passa depois, ele dá a volta novamente, nós não conseguimos encontrar imagens depois, mas ela depois disso não chega até a casa dela', ressaltou o delegado.
'No dia da prisão ainda no local do fato, que ele levou até onde ocultou o corpo, ele apresentou como justificativa [da morte] o tapa no rosto mas não fala porque ela deu o tapa. Ele estava muito preocupado em se desvincular de um crime sexual sem ser pressionado por isso', disse o delegado.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.




