Maria Helena é sogra do governador do estado de Goiás, Daniel Vilela. Ele e a esposa não são alvos da investigação. Vilela, em nota, afirmou que os fatos são investigados desde meados dos anos 2000 e não têm relação com ele, a família dele e o governo estadual.
A PF informou ainda que mais três pessoas foram presas em Goiânia-GO suspeitas de envolvimento no esquema. No Amapá, outros dois chefes não foram encontrados e incluídos na lista da Interpol, segundo a PF.
A investigação estima que o número de vítimas pode ultrapassar 600 pessoas ao longo de mais de 20 anos. De acordo com a polícia, cada pessoa pagava US$ 20 mil para o grupo para ingressar ilegalmente nos EUA.
Os suspeitos são investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Nota na íntegra da defesa de Maria Helena de Souza Netto Costa
"A defesa da Sra. Maria Helena de Souza Netto Costa vem a público esclarecer, com a serenidade que o momento exige, que sua constituinte recebeu com surpresa as medidas cautelares deflagradas em seu desfavor e aguarda o pleno acesso aos autos para análise técnica dos fatos, na forma da Súmula Vinculante nº 14 do STF.
Registra-se, desde já, a absoluta desnecessidade da prisão preventiva decretada, medida de natureza excepcional cujos requisitos legais (art. 312 do CPP) não se fazem presentes na hipótese. Nossa constituinte não apresenta qualquer risco à ordem pública, à conveniência da instrução criminal ou à aplicação da lei penal, tampouco jamais se furtou a qualquer ato investigatório. As providências para o imediato restabelecimento de sua liberdade já se encontram em curso.
A defesa reafirma confiança no Poder Judiciário e lamenta a divulgação seletiva de informações sigilosas. Colocamo-nos a disposição.
Goiânia, 07 de maio de 2026.
Luiz Inácio Medeiros Barbosa
Jorge Augusto dos Reis
Guilherme Alves Machado".
Nota na íntegra do governador de Goiás, Daniel Vilela
"O caso envolvendo a senhora Maria Helena de Souza Costa não tem absolutamente nenhuma relação com o governador Daniel Vilela e com sua mulher, Iara Netto Vilela. São fatos investigados desde meados dos anos 2000, segundo divulgou a própria Polícia Federal, e não envolvem em nenhum momento o governador ou o governo de Goiás".