Acusado de matar mulher e forjar acidente de carro detalha crime e pede por soltura
Alison de Araújo Mesquita, de 44 anos, está preso pela morte de Henay Rosa Gonçalves Amorim desde dezembro

Alison de Araújo Mesquita, de 44 anos, acusado de matar a então namorada Henay Rosa Gonçalves Amorim e forjar um acidente de carro foi ouvido em uma audiência realizada nesta quinta-feira (7). Durante interrogatório, Alison Mesquita negou ter cometido o crime e deu a própria versão dos fatos. A defesa do acusado pediu, ainda, a liberdade provisória dele, que ainda será analisada.
Durante a audiência, foram ouvidas sete testemunhas de acusação e seis de defesa. O acusado detalhou o histórico de relacionamento com a vítima que, segundo ele, era marcado por períodos de convivência desde 2012 e a recente assinatura de um termo de compromisso de namoro.
Ainda conforme o acusado, na véspera do ocorrido, ambos consumiram bebidas alcoólicas e entorpecentes, tendo iniciado uma viagem para Divinópolis por volta das 5h da manhã seguinte. O réu alegou, ainda, que o trajeto foi marcado por discussões e agressões mútuas, afirmando que a vítima insistiu em dirigir mesmo apresentando sonolência.
Segundo a versão do acusado, o acidente foi resultado de uma disputa física pelo controle do volante. Ao ser questionado sobre registros de vídeo que o mostram transportando um objeto pesado, Alison Mesquita afirmou tratar-se de um colchão, que teria sido retirado do apartamento a pedido da própria vítima por razões de ciúme e, posteriormente, devolvido ao imóvel.
No fim da audiência, a defesa pediu a realização de novas diligências e pleiteou a liberdade provisória do acusado. O Ministério Público (MPMG) apresentou parecer desfavorável à soltura, já a magistrada estabeleceu prazo para a juntada de provas documentais e informou que deve decidir sobre o pedido de liberdade nos próximos dias.
A Juíza também vai analisar o processo para decidir se há indícios suficientes para que o réu seja julgado pelo Tribunal do Júri após as diligências serem cumpridas.
Acusado virou réu em março
A Justiça de Minas Gerais aceitou, nessa quinta-feira (26), a denúncia do Ministério Público (MPMG) e tornou réu Alison de Araújo Mesquita, de 44 anos, acusado de matar a mulher e forjar um acidente de trânsito na MG-050.
O caso aconteceu em 14 de dezembro de 2025. A vítima é Henay Rosa Gonçalves Amorim, morta aos 31 anos.
A investigação apurou que a mulher foi morta durante a madrugada em um apartamento no bairro Nova Suíça, na Região Oeste de Belo Horizonte. Pela manhã, Alison provocou o acidente no km 90 da rodovia, em Itaúna, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais.
Na decisão que tornou Alison réu, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza também determinou que ele continue preso preventivamente.
O réu foi denunciado pelo crime de homicídio cometido em contexto de violência doméstica, com as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a análise da promotora Ana Gabriela Brito Melo Rocha Promotora de Justiça, Alison matou Henay estrangulada e a atacou de súbito.
Além disso, o réu foi denunciado pelo crime de fraude processual por conta de forjar um acidente de carro para tentar esconder a verdadeira causa da morte da mulher.
Antes de provocar a colisão, câmeras de segurança de um pedágio flagraram a mulher posicionada no banco do motorista e completamente imóvel. Alison conduziu o carro sentado no banco do passageiro e bateu em um micro-ônibus que seguia na direção contrária da rodovia.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

