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Parceria entre Mart Minas e Cemig para autoprodução de energia deve economizar R$ 60 milhões em 10 anos

Rede de atacarejo mineira terá a demanda de energia atendida por usina fotovoltaica em São Gonçalo do Abaeté

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Usina fotovoltaica em funcionamento  • Divulgação

Economizar R$ 60 milhões em 10 anos e aumentar o poder de compras dos clientes. Essa é a projeção do Mart Minas, líder no segmento do atacarejo de Minas Gerais, ao firmar acordo com a Cemig para autoprodução no mercado de energia.

O contrato foi assinado na manhã desta quarta-feira (13), no bairro Estoril, região Oeste de Belo Horizonte, em evento com participação do fundador do Mart Minas, Murilo Martins, do diretor da rede, Matheus Neves, do presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi e do vice-presidente de Comercialização da companhia, Dimas Costa.

“Estamos com os olhos voltados para o futuro, mobilizados para garantir a sustentabilidade das nossas operações. Essa parceria de autoprodução com a Cemig traz, além de ganhos ambientais, a possibilidade de evitar a emissão 1.011 toneladas de CO2 por ano”, disse Murilo.

Já Matheus destacou o objetivo é repassar a economia com energia aos consumidores. “A gente tem hoje um trabalho na linha de perecíveis muito grande. Então, a gente acaba consumindo muita energia para manter a qualidade, o padrão e alimentar todas as estruturas da loja. A nossa missão é aumentar o poder de compra dos nossos clientes", explicou. "Conseguindo ser mais eficientes, com certeza, a gente consegue também ser mais competitivo, oferecendo melhores preços com a qualidade que a gente sempre busca. A gente prevê uma economia, nos próximos 10 anos, de aproximadamente R$ 60 milhões”, disse.


Mart Minas e Cemig firmam parceria para autoprodução de energia

A abertura do Mercado Livre de Energia para empresas de médio consumo está em uma portaria do governo federal de 2022 que passou a valer em janeiro deste ano. O acordo entre Mart Minas e Cemig vai garantir o arrendamento de parte do parque solar da usina fotovoltaica (UFV) Jusante, no município de São Gonçalo do Abaeté, região Noroeste de Minas.

Essa unidade será responsável pela autoprodução de 20 megawatts de energia renovável, que abastecerá 62 lojas mineiras do Mart Minas e 19 lojas do Dom Atacadista, pertencentes ao grupo e localizadas no Rio de Janeiro.  

“Para nós, é um prazer e um momento único. Acho que é um momento de a gente resgatar o propósito da Cemig, de ser indutora do desenvolvimento", destacou o presidente da companhia, Reynaldo Passanezi. “A gente tem muito orgulho de dizer que com essa usina, nós estamos sendo indutores do desenvolvimento sustentável, porque ela é 100% com energia limpa. E é muito bom a gente poder induzir o desenvolvimento e oferecer para uma empresa mineira, que vai aumentar a competitividade para poder vender mais barato nas lojas em Minas e, com isso, gerar mais renda, mais emprego e mais qualidade de vida para os mineiros e mineiras”, disse.

Abertura Mercado Livre de Energia

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que a abertura do Mercado Livre de Energia pode beneficiar cerca de 170 mil clientes do Grupo Tarifário A (atendidos em alta e média tensão), conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desde o início de 2024, as empresas podem ingressar neste segmento e obter descontos significativos na conta de energia.

O Mercado Livre de Energia permite que o cliente tenha liberdade na escolha de quem deseja comprar energia, possibilitando aquisição do produto a preços inferiores aos do Ambiente de Contratação Regulado (ACR), também conhecido como mercado cativo. A Cemig é a líder nacional no ACL e referência nesta modalidade, com participação de 15% do marketshare neste ambiente de comercialização em todo o Brasil.

Diretoria da Cemig e do Mart Minas participam da solenidade de assinatura de contrato

Autoprodução

A autoprodução é uma modalidade inserida no Mercado Livre de Energia, por meio da qual as empresas geram sua própria energia, utilizando fontes renováveis e ecologicamente responsáveis. O modelo promove a independência energética por meio de diversas fontes de energia limpa, como a solar, eólica, biomassa e de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e reduz a dependência de fontes tradicionais, suprindo o abastecimento da empresa, sem que ela precise acionar outros geradores. 

Quem pode participar do Mercado Livre de Energia?

Dimas Costa, vice-presidente de Comercialização da Cemig, explicou à Itatiaia que o Mercado Livre de Energia está aberto para clientes de alta e média tensão. No entanto, a previsão é que o consumidor comum, chamado de grupo B, seja autorizado para migrar para o Mercado Livre de Energia a partir de 2026.

“É lógico que depende de toda uma regulamentação do governo. O ministro (Alexandre Silveira - Minas e Energia) prometeu que até 2030 todo Mercado Livre estará migrado. Então, essa competitividade traz para nós, residência, essa possibilidade ao longo do resto da década Mas, por enquanto, a única alternativa que tem para os consumidores de baixa tensão é o que a gente chama de GD, geração distribuída E aí a Cemig tem uma empresa também, que é a Cemig Sim, que atende os consumidores residenciais através de um desconto na conta de energia”, disse.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

 

 

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