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Padre mineiro que toma 315 comprimidos por dia deixa a UTI em São Paulo

Márlon Múcio, de 53 anos, que possui o diagnóstico de uma doença genética rara, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quinta-feira (14)

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Padre Márlon Múcio
Padre Márlon Múcio • Arquivo Pessoal

O padre mineiro Márlon Múcio, de 53 anos, que toma 315 comprimidos por dia devido a uma doença genética rara, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quinta-feira (14). Ele estava internado desde a semana passada em um hospital de São Paulo.

Em novo boletim divulgado nas redes sociais, a equipe do religioso informou que ele continua em tratamento contra um processo infeccioso. “Informamos que o Padre Márlon segue estável, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva e encontra-se agora no setor de internação para continuidade do tratamento do processo infeccioso”, diz trecho da nota publicada no perfil oficial do padre.

Conhecido nacionalmente por conviver com a Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), condição genética progressiva que afeta os neurônios motores e sensoriais, o sacerdote mineiro enfrenta dificuldades respiratórias, fraqueza muscular, perda auditiva e comprometimentos motores. Além da medicação diária, padre Márlon depende de respirador 24 horas por dia.

Como já informado pela Itatiaia, esta não é a primeira internação recente do religioso. O padre já passou por diversas hospitalizações devido às complicações causadas pela doença rara, incluindo passagens anteriores pela UTI.

Na nota mais recente, a equipe do religioso também pediu orações pela família do sacerdote. “Agradecemos todas as orações, mensagens de carinho e apoio pela saúde do nosso querido padre Márlon. Seguimos unidos em fé, confiando em sua plena recuperação”, informou o comunicado.

O padre

Natural de Carmo da Mata, no Centro-Oeste de Minas Gerais, padre Márlon descobriu o diagnóstico correto apenas na fase adulta, após anos de tratamentos sem resultado. O caso ganhou repercussão nacional pela gravidade da doença e pela rotina intensa de medicamentos necessários para manter as funções vitais.

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