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Operação em Minas mira agiotas que torturavam devedores; dez são presos

Ação é deflagrada pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), da Polícia Civil de Minas Gerais

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Operação em Minas mira agiotas que torturavam devedores; nove são presos • Imagens cedidas à Itatiaia

O Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), realiza uma operação contra agiotagem no estado nesta quinta-feira (20). Dez pessoas foram presas temporariamente. Além disso, houve sequestro de valores e imóveis no valor de R$ 22 milhões, assim como o sequestro de 23 veículos e cinco embarcações. De acordo com as investigações, os agiotas alvos da ação torturavam os devedores. 

A operação, denominada Gargântua, ocorreu em diversas cidades mineiras, como Belo Horizonte, Contagem, Vespasiano, Capitólio e São José da Lapa — município este onde o grupo atuava predominantemente. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisões temporárias e 18 de busca e apreensão. Um dos investigados segue foragido. Entre os presos, estão três mulheres. Segundo o delegado Rafael Machado, os dois líderes do grupo criminoso são irmãos. 

De acordo com a PCMG, os agiotas torturavam os devedores. Até o momento, 30 vítimas foram identificadas, das quais pelo menos cinco foram torturadas. A Itatiaia teve acesso a vídeos que os agiotas gravavam das agressões físicas. Em um deles, um homem tem um dedo decepado por uma maquita. 

“Eles emprestavam dinheiro com facilidade, sem consulta a nenhum cadastro de crédito. Eles também não eram uma instituição financeira, na verdade eles usavam empresas de fachada para lavar esse dinheiro. Emprestavam dinheiro no varejo com juros abusivos. Quando as pessoas não pagavam o valor que eles estipulavam, ou eles torturavam esses indivíduos ou então impunham uma renovação desse empréstimo com juros que eles estabeleciam também em patamares extorsivos”, explicou o delegado. 

Além disso, no momento em que o empréstimo era realizado, os agiotas exigiam cópias ou fotos de documentos de parentes, preferencialmente a mãe dessas pessoas. 

Segundo o delegado, a princípio, os presos respondem por organização criminosa, associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de bens, de capitais, extorsão e tortura.

 

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

 

 

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